É mais um episódio caricato numa longa história marcada por vários imprevistos: a Celtejo não recebeu na passada quinta-feira Santa a repreensão escrita pelo juiz do Tribunal de Santarém porque o carteiro que a iria entregar foi assaltado a meio caminho.
A missiva, registada e com aviso de recepção, foi ditada pelo juiz de Santarém no final de um dos processos movidos contra a Celtejo por poluição do rio Tejo, em que a coima de 12.500 euros pedida pela Inspeção-Geral do Ambiente foi reduzida pelo Tribunal para 6.000 euros. O pagamento dessa coima foi suspenso pelo juiz e substituído por uma admoestação, ou seja, por uma repreensão escrita. As palavras do magistrado não foram divulgadas aos advogados, tendo este optado pelo envio direto da sua admoestação para a Administração da empresa de celulose com sede em Vila Velha de Ródão.
O teor da sua repreensão poderá agora nunca vir a ser conhecido, uma vez que o carteiro que cumpria o serviço CTT Expresso viu a sua mota ser roubada quando parou na tasca do Zé Maneta, já às portas de Rodão, por volta das 9h30 da manhã. Ao mediotejo.net, o carteiro explicou que teve mesmo de parar, “devido a uma urgência”. Pedindo para não ser identificado, com receio de represálias, o tarefeiro dos CTT explicou que entrou por “dois minutos” naquele estabelecimento, para ir à casa de banho. “Até deixei a mota a trabalhar… ia num pé e vinha no outro… foi mesmo pouca sorte”, lamenta-se.
Outros clientes presentes no local contam, contudo, uma versão um pouco diferente. “Estava ali à porta a malta toda das obras da ponte e quase que lhe barraram a estrada quando o viram! Ele era muito fraquinho para o trabalho mas toda a gente gostava muito dele e tiveram pena de o ver ir embora no princípio do ano, para ser carteiro assim, hoje aqui, amanhã acolá, a recibos verdes…”, descreve um dos reformados que assistiu a toda a situação. “Ele entrou aqui a dizer que não podia demorar, que tinha cartas importantes para entregar, mas a malta não lhe deu hipótese, teve mesmo de ir beber um copo com eles”, confirmou o dono da tasca ao mediotejo.net. “Mas esteve aqui dois ou três minutos”, assegura. “Foi o tempo de virar um copo de três.”
Quando saiu da tasca, a mota já não estava à porta. “Eu vi um rapaz a pegar nela e a ir embora, pensei que estavam a reinar com o carteiro…”, conta um idoso que estava sentado num banco a poucos metros da tasca. O rapaz ainda insistiu com os amigos, que lhe dissessem a verdade, que confessassem que era uma partida, que não estava para brincadeiras. Depressa as gargalhadas deram lugar ao silêncio – aquele silêncio pesado de quem sabe que algo de grave acabara de acontecer. Meteram-se todos na carrinha das obras e foram à procura da mota do amigo. Encontraram-na 1km mais à frente, largada à beira da estrada, mas a caixa que continha as cartas a distribuir naquela manhã tinha desaparecido.
O caso foi comunicado à GNR local e as investigações serão retomadas na segunda-feira. Ao mediotejo.net, fonte da GNR não quis valorizar o facto de o carteiro ter um serviço expresso para a Celtejo. Tal como o computador que foi roubado a um inspector do Ambiente, à porta do restaurante Zé dos Leitões, e que continha os dados das análises à água do Tejo junto àquela fábrica de celulose, as autoridades veem como mais provável a hipótese de se tratar apenas de uma coincidência.
*Esta “notícia” foi a nossa partida de 1 de abril, desmentida por nós no dia seguinte.

Mas a carta era do Tribunal de Santarém ou de Castelo Branco? Confirmem por favor.
Com esta confusão toda, o carteiro ainda acabará por ser processado pela Celtejo por falta de zelo. Sou da opinião que os “Cuatro Casas” pedirão entre 130 a 180 mil euros de indemnização pois esta carta era a prova que a Celtejo é cumpridora e merecedora de todas as certificações que ostenta. Será que o computador está junto da carta?
Ó Carlos Manuel, o que interessa é que está aqui a prova de que a Celtejo tem uma rede de influências que se estende aos pilha-galinhas de estrada.
Afinal esta noticia foi uma brincadeira do MedioTejo no dia 1º de Abril. Foi de muito mau gosto estarem a brincar com coisas muitissimo sérias.
lol
Tambem nao gostei da brincadeira, foi mesmo de mau gosto, brincarem com uma situaçao muito grave.
O MédioTejo deve ter cuidado ao brincar com assuntos sérios.