Celebratorium assinala em Sardoal 118.º aniversário de Fernando Lopes-Graça. Foto: DR

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, recebe na terça-feira, 17 de dezembro, às 21h30, o concerto Celebratorium, que celebra o 118º Aniversário de Fernando Lopes-Graça. A primeira parte do espetáculo contará com os solistas da Orquestra Clássica da Maia, José Alexandre Tedim, no violoncelo e António Sarmento Dias, no piano. A segunda parte terá a participação do Ensemble Vocal Notas Soltas, grupo coral a capella da Maia, várias vezes premiado nacional e internacionalmente pelas suas interpretações em vários estilos.

Fernando Lopes-Graça, nasceu a 17 de dezembro de 1906, em Tomar, e faleceu a 27 de novembro de 1994. Além de compositor, Lopes-Graça destacou-se enquanto pianista, pedagogo e crítico. A repressão política que sofreu por ser opositor ao regime salazarista foi uma constante, até 1974. No entanto, conseguiu persistir enquanto artista, demonstrando, também através da sua arte, o seu desejo de terminar com a ditadura e viver em liberdade.

Inspirado pela música popular portuguesa, Lopes-Graça recolheu e recriou melodias tradicionais, conferindo-lhes novos aspetos e novas dimensões.

Do programa deste concerto constam duas destas recriações: “Três canções populares portuguesas”, uma peça de câmara para piano e violoncelo, e a “Primeira Cantata de Natal”, composta entre 1945-1950, uma obra coral a capella que harmoniza canções tradicionais natalícias, transformando-as e recriando-as, refletindo a riqueza e diversidade da música portuguesa.

Celebratorium é um concerto pedagógico financiado pela Direção Geral das Artes, ao abrigo do Apoio à Programação da RTCP.

Bilhetes à venda na bilheteira do Centro Cultural Gil Vicente e na Ticketline em https://ticketline.sapo.pt/evento/celebratorium-fernando-lopes-graca-88463 .

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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