Constância e Barquinha reivindicam nova ponte ou alargamento da atual. Foto: Ricardo Escada/mediotejo.net

O fecho da ponte da Chamusca devido às cheias no Tejo e a indicação da utilização da de Constância, limitada a veículos ligeiros, como alternativa, levaram a concelhia da CDU a reivindicar a construção de uma nova travessia sobre o rio na zona de Constância.

“Há décadas que alertamos para a necessidade urgente de uma infraestrutura segura que ligue Santa Margarida da Coutada à sede do concelho, assegure a mobilidade, o transporte de mercadorias e o acesso a serviços essenciais. A população está farta de promessas que se arrastam há quase 30 anos”, afirmou a Comissão Política Concelhia da CDU de Constância, em comunicado.

O fecho da ponte da Chamusca, que liga aquele concelho à Golegã, foi determinado na madrugada de quinta-feira devido à submersão da estrada do lado da Golegã, a EN243, o que obrigou a bloquear a travessia à circulação rodoviária.

A Chamusca indicou como alternativa mais próxima a Ponte de Constância/Praia do Ribatejo, que liga as margens de Constância-Sul e Vila Nova da Barquinha, mas permite apenas veículos ligeiros em sentido alternado e não é adequada a veículos pesados devido a limitações estruturais e de segurança.

Ponte da Chamusca cortada ao trânsito devido às cheias que inundam a zona da Golegã. Foto: DR

“Investir numa nova ponte não é apenas uma obra de infraestrutura rodoviária: é uma medida de coesão territorial, desenvolvimento económico e garantia de resposta rápida em situações de emergência, como as cheias que hoje atravessam o distrito”, acrescentou o comunicado da CDU.

A população e os serviços locais enfrentam diariamente dificuldades devido às limitações desta travessia histórica, tendo a CDU defendido que “uma nova ponte permitiria não apenas ligar comunidades, mas também assegurar respostas rápidas a emergências e apoiar o desenvolvimento económico da região”.

CDU reivindica nova ponte em Constância após fecho da travessia da Chamusca. Foto: Ricardo Escada

A rede de travessias sobre o Tejo no distrito de Santarém é limitada: existem apenas cinco pontes – Abrantes, Praia do Ribatejo (Constância), Chamusca, D. Luís e Salgueiro Maia – distribuídas por mais de 100 quilómetros de rio, quase todas centenárias, com fragilidades estruturais e limitações de circulação.

“São muito poucas e antigas as travessias sobre o Tejo. Quando alguma delas fica interrompida, como agora com a Chamusca, as alternativas ficam longe e limitadas. Isto evidencia a urgência de investimentos estruturantes que garantam mobilidade, economia e resposta a emergências”, já havia alertado à Lusa Manuel Jorge Valamatos, presidente da CIM Médio Tejo e da Comissão Distrital de Proteção Civil.

Não há, até ao momento, previsões oficiais para a reabertura da ponte da Chamusca, numa altura em que os caudais do Tejo e afluentes se mantêm elevados, sob monitorização constante da Proteção Civil devido às persistentes precipitações.

As autoridades alertam para a necessidade de redobrada atenção na condução, proteção de bens e animais, evitar travessias de vias alagadas e seguir rigorosamente as informações oficiais.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo foi ativado em nível amarelo no dia 24 de janeiro e elevado para alerta vermelho na quinta-feira, face ao agravamento dos caudais e risco extremo de inundações, segundo a Proteção Civil.

c/LUSA

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2 Comments

  1. Se a A13, entre Almeirim e a Atalaia (Barquinha) , já estivesse acabada já tinhamos uma ponte nova como deve ser. Mas isso só irá acontecer quando houver um acidente grave com aqueles camiões pesados e carregados de matérias perigosas a caminho do CIRVER na Carregueira, dentro de Almeirim, Alpiarça, Vale de Cavalos ou Chamusca. Isto faz-me lembrar a queda da Ponte Hintze Ribeiro em Entre os Rios que caiu porque não havia dinheiro para a manutenção da mesma, mas depois apareceu dinheiro para recuperarem a ponte que caiu e construiram outra nova ao lado… é o que temos

  2. Se é assim tão importante desde há quase 30 anos, porque não juntaram os municípios o dinheiro ao longo de todos estes anos para construir as ditas pontes? Resposta: Porque não é assim tão importante. Já para a festarola não pode faltar o dinheiro.

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