De 4 a 13 de novembro, todos os caminhos vão dar à Golegã, que acolhe a Feira nacional do Cavalo e a secular Feira de São Martinho. Foto: Arlindo Homem

A Feira da Golegã assinala, de 04 a 13 de novembro, os 50 anos de um certame que tem o cavalo como marca distintiva, com numerosas competições e exibições equestres, associado à celebração do tradicional São Martinho.

A 46.ª edição da Feira Nacional do Cavalo (certame que se iniciou em 1972, com quatro interregnos, nomeadamente no período da pandemia da covid-19), associa-se à centenária Feira de S. Martinho, que se celebra na vila desde 1571, e à mais recente Feira Internacional do Cavalo Lusitano, que vai na sua 23.ª edição, enchendo a vila ribatejana, durante 10 dias, de cavaleiros e amazonas, num ambiente perfumado pelo cheiro da castanha assada dos assadores que se instalam sobretudo no Largo do Arneiro.

O presidente da Câmara da Golegã, António Camilo, disse à Lusa que “o turismo equestre e a marca cavalo, potenciada pela Feira Nacional do Cavalo (FNC), continua a ser o motor da economia e do desenvolvimento da região”.

Com numerosas provas equestres – de que o autarca destacou a primeira edição do salto de obstáculos por equipas, a final da Taça de Portugal de Equitação do Trabalho ou o Campeonato Nacional de Atrelagem -, a Feira da Golegã mantém, no dia 11 de novembro, o tradicional Cortejo dos Romeiros de São Martinho.

Nesse dia, será assinalada a passagem dos 50 anos sobre a primeira edição da FNC, com um espetáculo equestre, agendado para as 22:00, no Largo do Arneiro, que contará com a presença da Charanga e da Reprise da Guarda Nacional Republicana.

Na véspera, a Golegã será palco da assinatura do protocolo para a criação da Associação de Municípios Portugueses do Cavalo, cujo compromisso foi assinado durante a feira do cavalo de Ponte de Lima.

António Camilo disse que a associação arranca com 18 municípios aderentes, sendo objetivo vir a integrar outros no esforço de promover internacionalmente as feiras existentes no país que têm em destaque o cavalo.

Sobre a edição deste ano da Feira da Golegã (ver programa completo AQUI) o autarca disse que se espera grande afluência de visitantes, tendo em conta a informação de que todas as unidades hoteleiras da região se encontram completas, havendo visitantes que estão a fazer marcações em distritos limítrofes ao de Santarém.

A vila tem apostado no seu “potencial turístico, em várias áreas”, tendo lançado, no início do ano, a página online https://visitgolega.com/, destacando António Camilo a criação, pela primeira vez, de uma plataforma para a inscrição de concorrentes nas várias provas que se disputam durante a feira.

“Mudamos alguns aspetos, sem descaracterizar a história” do certame, salientou.

Segundo o autarca, a edição deste ano conta com maior número de expositores.

Do programa do certame constam conferências e debates sobre a temática do cavalo, como a sessão do Horse Economic Fórum “Local Stakeholders for Global Market – The Competitive Relationship”, que se realizará no dia 10 pelas 17:00.

O certame tem previstas as visitas das ministras da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e ainda do secretário de Estado da Administração Local, Carlos Miguel.

“São 10 dias com bons motivos para visitar a Golegã”, afirmou.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 Comentário

  1. Gosto desta feira, está a decorrer agora. Vou lá este ano outra vez!
    Um conselho, leva comida para pic-nic, não almoces lá nos restaurantes, senão… 🤕

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