O crítico de vinhos da revista Forbes, Nick Passmore, publicou esta semana a sua lista dos 20 melhores brancos para este verão, abaixo de 20 dólares. Em destaque surge, sem surpresa, a sobriedade clássica dos vinhos franceses da Alsácia, o inconfundível carácter dos cítricos do Cabo, na África do Sul, a doçura dos néctares da Califórnia e da Toscânia italiana. Mas, entre as escolhas do crítico norte-americano, há espaço para um vinho português: Casal da Coelheira Reserva 2015, produzido junto às margens do Tejo, no Tramagal, concelho de Abrantes.
O vinho de Tramagal surge em terceiro lugar da lista, logo após um branco francês (Bourgogne Blanc 2014, Jean-Jacques Vincent) e de outro da Califórnia (Broadside Chardonnay 2014, San Lucas).
Como se pode ler no rótulo, “este branco é proveniente das variedades Chardonnay e Arinto plantadas em solos arenosos não irrigados. Fermentou parcialmente em carvalho Francês a baixa temperatura potenciando a complexidade e os aromas varietais. Estagiou “sur lies” com “batonnage” durante 4 meses. É o complemento ideal para pratos de marisco e peixe grelhado. Será melhor apreciado se servido entre 10 e 12ºC.”
Na crítica nacional, têm sido destacados os seus aromas cítricos e de fruta madura, combinados com notas de baunilha e nuances de especiarias, com um final de boca ligeiramente seco.
No início do ano, este mesmo branco, mas do ano de 2014, foi considerado o melhor vinho do Tejo pelo Clube de Vinhos Portugueses, com uma nota de 19 valores.
Mas se este é um excelente reconhecimento, a premiar o trabalho dedicado da família Rodrigues, para quem nos lê há ainda uma notícia melhor: é que este “tesouro” pode ser comprado na loja da Quinta do Casal da Coelheira por 4,75 euros…
Casal da Coelheira Reserva 2015, Tejo, Portugal | Chardonnay & Arinto
“Seco, com um toque de acidez, ainda que com o corpo suficiente para enfrentar os melhores peixes gordos, como um salmão grelhado ou um peixe-espada, ou até, pensando bem, uns pastéis de caranguejo picantes. Um pouco de pesquisa revelou que tem um elevado teor de açúcar residual, 6, mas o doce é mascarado pela acidez e explica a grande sensação de boca.”
Nick Passmore, Forbes

