Casais de Revelhos assinala 10 anos do Memorial aos Combatentes do Ultramar. Foto: LC

O Núcleo de Abrantes da Liga dos Combatentes promove a cerimónia comemorativa do 10.º aniversário do Memorial aos Combatentes do Ultramar de Casais de Revelhos, numa iniciativa que pretende honrar a memória dos militares que participaram nos conflitos do antigo Ultramar português.

A cerimónia terá lugar na quinta-feira, no Largo dos Combatentes, junto ao cemitério de Casais de Revelhos, com início às 15h00. O programa inclui momentos de forte simbolismo militar e evocativo, como a execução do Hino Nacional, a prestação de honras militares aos combatentes mortos ao serviço da Pátria e a deposição de uma coroa de flores, acompanhada da leitura da prece.

Está ainda prevista, de forma eventual, a entrega de condecorações a sócios, bem como uma alocução do presidente da direção do Núcleo de Abrantes, reforçando o papel destas iniciativas na preservação da memória coletiva e no reconhecimento público dos antigos combatentes.

Um dos momentos mais marcantes será o descerramento de uma placa evocativa, agendado para as 15h30, na entrada do cemitério, assinalando a efeméride dos dez anos deste memorial, que se tem afirmado como espaço de homenagem e reflexão.

A iniciativa culmina com um convívio entre combatentes, a partir das 15h45, na sede da Associação Recreativa Pro Casais de Revelhos, promovendo o reencontro e o fortalecimento dos laços entre antigos militares.

A Liga dos Combatentes, fundada em 1923, tem desempenhado um papel relevante no apoio aos antigos militares e na preservação da memória histórica das campanhas militares portuguesas, nomeadamente da Guerra do Ultramar (1961-1974).

Cerimónias como a que se realiza em Casais de Revelhos integram uma tradição enraizada em várias localidades do país, onde memoriais e encontros anuais mantêm viva a homenagem aos que serviram, reforçando valores de memória, identidade e reconhecimento.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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