A nova direção da Casa do Benfica de Abrantes tomou posse este mês de abril para um mandato válido por três anos, ou seja, até 2025. A direção é de continuidade, com Carlos Martins na liderança, e assume o objetivo de manter em atividade as várias secções que dinamiza, com muitos jovens no atletismo, a par de construir um campo de futebol para dinamizar os escalões de formação.
Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da direção, Carlos Martins, deu conta de um último mandato muito positivo, apesar de dois anos de pandemia, com uma Casa estável financeiramente e com objetivos desportivos e sociais para alcançar, tendo a direção assumido a vontade em dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos.
“Acho que sim, foi um mandato muito positivo, aliás, tudo o que nós tínhamos para “resolver”, resolvemos tudo, esta casa é da Casa do Benfica, não devemos nada a ninguém, as contas estão em ordem, temos ainda algum dinheiro, e acho que sim, que correu, embora a pandemia, que tivemos aí um bocado de dificuldade, porque foram dois anos que esteve em baixo, embora a gente conseguíssemos recuperar tudo o que tínhamos perdido, porque isto houve alturas em que o dinheiro não chegava, tivemos que recorrer, agora neste momento não, a casa está estável, está tudo bem e controlado”, afirmou o dirigente.

mediotejo.net – Talvez por isso mesmo foi fácil esta decisão da recandidatura, é óbvio que nos próximos 3 anos vai haver obra por fazer, esta já foi considerada a melhor do mundo das Casas do Benfica, portanto não quer deixar certamente os seus créditos por mãos alheias?
Carlos Martins – Claro que não. Eu em princípio até era para não me recandidatar, mas atendendo a determinada gente que se queria recandidatar e que para mim não reuniam consenso, eu e a minha equipa reunimos, falámos, e pronto, continuamos, vamos continuar o trabalho, e eu gostava que nós tivéssemos aí um campo de futebol, para as nossas atividades, para desenvolver o desporto, para tudo isso.
Como é o dia a dia desta Casa? Funciona quase como um restaurante, recebe aqui muitíssima gente, sócios, não-sócios, recebem toda a gente?
O dia a dia desta casa é que isto abre às sete da manhã, fecha às 23h00, e há quem não goste muito do que vou dizer agora. O Moreira é uma pessoa que neste projeto é intransponível, ele é que resolve a maior parte das coisas, porque eu ainda tenho a minha atividade, já estou reformado mas tenho a minha atividade, então ele é que está por aqui e ele é que mais ou menos orienta as coisas e está por dentro de tudo, é uma pessoa imprescindível nesta casa.
Esta casa é conhecida a nível internacional, tem campeões da Europa em várias modalidades, desenvolveu um projeto na área do atletismo e outros desportos com muito sucesso. Lançou-se este ano nas escolinhas de futebol, todos estes desportos, têm sustentação, são para continuar, isto é, em crescendo?
Têm sustentação, a gente não cobra nada a ninguém, os próprios pais levam os filhos, porque isto não é fácil, isto tem custos, nós não temos carrinha nenhuma, não temos transportes, pagamos tudo, é tudo pago.
Portanto este projeto do futebol é embrionário, um dos teus sonhos era ter um campo próprio, há novidades sobre isso, há local?
Não, ainda está tudo muito à flor da pele, e agora tivemos agora dois miúdos que foram ao Seixal treinar ao Benfica, mas já há qualquer coisa entre linhas.
Mensagem aos sócios e para outros que não o são e poderão vir a ser?
Eu acho que a Casa do Benfica é uma casa apetecível. Aliás, tanto sócios como não-sócios, de outros clubes, desde que as pessoas se comportem dignamente, são sempre bem recebidas nesta Casa, e, além disso, a gente tem que viver com a ajuda de todos, sócios e simpatizantes, porque isto tem gastos um pouco “fora do normal”.

A nova equipa diretiva tomou posse para um mandato válido até 2025 e é constituída por:
Assembleia Geral – João António Marques (presidente), José Manuel Pauleta (vice-presidente), António Maria Pereira (1º secretário), e Luís Filipe Aparício (2º secretário).
Direção – Carlos Alberto Martins (presidente), António Moreira, António Silva, Carlos Pires, Jaime Pacheco, Joel Martins, Manuel Marcos, Manuel Ferreira, Rui Marques, Vera Martins, Luís Madureira, Miguel Capitulino (vice-presidentes).
Conselho Fiscal – João Rosa Sécio (presidente), Manuel Simões (secretário), Carlos Alfaiate (relator), Carlos Matos e Jorge Bento (suplentes).

c/David Belém Pereira

