Carruagem 23 leva peça "A Partilha" ao Centro Cultural do Entroncamento. Foto: C23

A cidade do Entroncamento prepara-se para receber a segunda representação de “A Partilha”, um dos textos mais emblemáticos da dramaturgia lusófona, escrito originalmente pelo brasileiro Miguel Falabella em 1990. A peça, que já percorreu dezenas de países e foi adaptada ao cinema, ganha agora uma nova vida pela mão da associação local Carruagem 23 – Artes do Entroncamento.

A narrativa centra-se no reencontro de quatro irmãs que se juntam após a morte da mãe para discutir a divisão dos bens. No entanto, entre a mobília e as memórias da casa da infância, o que acaba por ser partilhado são os segredos guardados durante anos, os ressentimentos acumulados e as diferentes formas como cada uma encarou a vida.

O espetáculo é apresentado como uma “grande comédia”, onde o espectador é levado da gargalhada ao momento de introspeção em poucos segundos.

Com encenação de João Coutinho, esta produção reforça o papel interventivo da Carruagem 23 na dinamização cultural da cidade. O grupo, que se tem destacado pelo trabalho com atores locais e pela proximidade com a comunidade, traz para o Centro Cultural um espetáculo que reflete sobre a força dos laços de sangue e a complexidade das relações humanas através de um olhar irónico e mordaz.

Para quem não quer perder esta oportunidade, os bilhetes têm o valor de 3 euros e já se encontram à venda na Pastelaria Maria Bolos. Além da venda direta, a organização disponibilizou também uma linha de reservas através do número 910 508 005.

O evento conta com o apoio do Município do Entroncamento, reforçando a aposta na produção teatral feita “dentro de portas” para o público da região.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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