Carregueiros revive tradição do Cortejo do Espírito Santo. Foto arquivo: Luís Ribeiro

A freguesia de Carregueiros, no concelho de Tomar, recebe entre os dias 22 e 25 de maio a centenária festa em Honra do Divino Espírito Santo. Trata-se de uma tradição que consiste num desfile de tabuleiros com pão – muito semelhantes à da Festa dos Tabuleiros – mas que são engalanados com flores naturais, o que torna esta manifestação religiosa única na região.

A Festa em Honra ao Divino Espírito Santo realiza-se todos os anos em Carregueiros no Domingo de Pentecostes. O seu início perde-se nos tempos, mantendo no essencial a tradição que esteve na sua origem.

É uma festa essencialmente religiosa ligada à Irmandade do Divino Espírito Santo, que todos os anos elege de entre os Irmãos aquele que irá ser o Juiz da Festa do ano seguinte, o qual, por sua vez, escolherá sete Irmãos para o ajudar.

O ponto alto das celebrações ocorre no domingo, 24 de maio. A manhã começa com a concentração do Cortejo junto à Capela de Santo Amaro, às 10h45, seguindo-se a saída para a Igreja Matriz. Após a Eucaristia das 12h00, terá lugar a emblemática Benção dos Tabuleiros, agendada para as 14h30, na Capela de Santo Amaro, um momento de grande simbolismo visual e espiritual para a região.

As cerimónias religiosas encerram na segunda-feira, dia 25, com a tradicional entrega da Coroa e Alfaias Religiosas ao novo Juiz, pelas 19h00.

O programa de entretenimento é diversificado, começando na sexta-feira com grupos de dança locais (“Os Gualdins”, “Sellium” e “Sacarrabos”) e a Banda T. No sábado, o palco recebe Sónia Mota e a Banda FH5, terminando a madrugada com o projeto Double Trouble.

O domingo contará com a atuação do Rancho Folclórico S. Miguel de Carregueiros (19h00) e a atuação da Banda Réplika. A festa encerra na segunda-feira com a tradicional oferta de tremoços e vinho aos irmãos da Confraria e o baile com Élsio Nunes Solo.

Durante todos os dias, o restaurante da festa estará em funcionamento, servindo iguarias regionais num ambiente de convívio que caracteriza os festejos desta freguesia do concelho de Tomar.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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