Abrantes organiza a 25ª edição do workshop "Preparar o atleta do Futuro" Foto arquivo: CMA Credit: NUNO CAETANO PAIS

David Monge da Silva, professor universitário e treinador, e Carlos Chainho, ex-atleta internacional de futebol, foram os convidados da sessão ‘Preparar o Atleta do Futuro’, um workshop que assinalou a sua 23ª edição e que é dirigido aos agentes desportivos do concelho de Abrantes e a todos os interessados no fenómeno desportivo.

Perante casa cheia, o professor universitário e treinador, David Monge da Silva, um dos primeiros profissionais em Portugal a trabalhar o treino em altitude, abordou em Abrantes o “25 de Abril: a revolução no desporto. Uma perspetiva histórica”. Neste 23º workshop sobre como preparar o atleta do futuro, marcou ainda presença Carlos Chainho, ex-atleta internacional de futebol, que partilhou com os presentes o seu percurso enquanto jogador profissional.

Monge da Silva começou por recordar que, em finais do séc. XIX, o desporto era visto como algo muito mau e o futebol na escola era proibido, era considerado prejudicial à saúde, numa altura em que a tuberculose afetava a população portuguesa.

David Monge da Silva, professor universitário e treinador. Foto: CMA Credit: NUNO CAETANO PAIS

Na sua apresentação, Monge da Silva mencionou que, em 1932, o programa de Educação Física era contra os jogos e a favor da ginástica respiratória, que evitava a fadiga. E em 1935, a preocupação de um treinador da Seleção Nacional de Futebol era os jogadores não saírem fatigados. Mas em 1960, começa a ser permitido fazer a formação de treinadores de futebol gratuitamente, o que potenciou a evolução do treino desportivo. “Houve uma melhoria muito grande no desporto e temos excelentes treinadores”, concluiu.

Carlos Chainho, ex-jogador do Futebol Clube do Porto, onde ganhou quatro títulos nacionais, e atual comentador desportivo na Sport TV, falou do seu percurso no mundo do futebol.

Referiu que começou com 10 anos a jogar no Carcavelos e depois foi para o Casa Pia. Com 18 anos dá o salto para o Estrela da Amadora e recordou que no dia da apresentação tinha de estar às 15h00 no Clube e, como não tinha carro, saiu de casa às 06h00 da manhã para apanhar os transportes públicos e chegou à Reboleira às 10h00 da manhã para ter a certeza de que “a porta era aquela”.

Carlos Chainho, ex-atleta internacional de futebol. Foto: CMA Credit: NUNO CAETANO PAIS

Esteve quatro anos no Estrela da Amadora de onde saiu, em 1998/1999, para o Futebol Clube do Porto, aquele que considera o clube do seu coração. Passou ainda por clubes como Zaragosa, Marítimo, Nacional, entre outros, e representou a Seleção Portuguesa de Futebol Sub-21. “A dedicação é muito importante nesta profissão”, concluiu Carlos Chainho.

Nas 22 edições anteriores, o workshop “Preparar o atleta do futuro” abordou o desenvolvimento desportivo, desafios para a alta competição, ser treinador – conceitos, condutas e orientações, jogar à bola ou jogar futebol, treino do jovem atleta, coordenação técnica de um clube, relacionamento com os pais, especialização desportiva, violência no desporto, bullying no desporto, entre outros.

O workshop ‘Preparar o Atleta do Futuro’ é organizado pelo setor de desporto do município de Abrantes. Foto: CMA Credit: NUNO CAETANO PAIS

O workshop “Preparar o atleta do Futuro” é uma formação dirigida a treinadores e dirigentes dos clubes e associações que desenvolvem atividades desportivas no concelho de Abrantes e a todos os interessados no fenómeno desportivo, realizando-se semestralmente.

A iniciativa é certificada com a Bandeira de Ética do Instituto Português do Desporto e Juventude desde 2021 e creditado pelo IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude para Títulos Profissionais de Diretor Técnico (TPTD) e de Técnico de Exercício Físico (TPTEF).

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply