Uma das situações que mais preocupa os cidadãos do Medio Tejo é de certeza a qualidade dos nossos cuidados de saúde. Se a escassez de médicos nos cuidados de saúde primários é um problema recorrente, os cuidados de saúde hospitalares tem vindo a degradar-se cada vez mais por via do estrangulamento financeiro imposto pelo Ministro das Finanças.

A verdade é que, apesar da saída da troika e de ultrapassada a fase da bancarrota, se há sector que piorou nos últimos anos foram os hospitais. A reposição das 35 horas de trabalho sem a consequentemente contratação de mais enfermeiros e outros técnicos para compensar essa redução de horas veio agravar ainda mais a respetiva situação. A partir de Julho mais um conjunto alargado de enfermeiros vai passar também das 40 para as 35 horas e a situação só pode piorar.

A realidade é que foi muito à custa do estrangulamento dos hospitais e do aumento do imposto sobre os combustíveis que o governo foi “alimentando a sua aldrabice orçamental”. Contou durante demasiado tempo com o silêncio cúmplice dos sindicatos, do PCP, do BE e de muitos comentadores.

O Centro Hospitalar do Médio Tejo aguarda há meses por autorização para contratar 50 enfermeiros para fazer face a estas alterações. O Hospital de Santarém aguarda por semelhante autorização para 90 enfermeiros. Os atrasos nos pagamentos do Governo aos hospitais têm criado as situações mais embaraçosas no Hospital de Santarém que em 6 meses teve 4 vetos do Tribunal de Contas por ter fundos próprios negativos. Isto é uma vergonha.

O caos nas urgências, em particular no caso de Abrantes muito se deve à falta de recursos humanos e financeiros imposto por Mário Centeno e com o qual António Costa tem sido conivente.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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