Uma das situações que mais preocupa os cidadãos do Medio Tejo é de certeza a qualidade dos nossos cuidados de saúde. Se a escassez de médicos nos cuidados de saúde primários é um problema recorrente, os cuidados de saúde hospitalares tem vindo a degradar-se cada vez mais por via do estrangulamento financeiro imposto pelo Ministro das Finanças.
A verdade é que, apesar da saída da troika e de ultrapassada a fase da bancarrota, se há sector que piorou nos últimos anos foram os hospitais. A reposição das 35 horas de trabalho sem a consequentemente contratação de mais enfermeiros e outros técnicos para compensar essa redução de horas veio agravar ainda mais a respetiva situação. A partir de Julho mais um conjunto alargado de enfermeiros vai passar também das 40 para as 35 horas e a situação só pode piorar.
A realidade é que foi muito à custa do estrangulamento dos hospitais e do aumento do imposto sobre os combustíveis que o governo foi “alimentando a sua aldrabice orçamental”. Contou durante demasiado tempo com o silêncio cúmplice dos sindicatos, do PCP, do BE e de muitos comentadores.
O Centro Hospitalar do Médio Tejo aguarda há meses por autorização para contratar 50 enfermeiros para fazer face a estas alterações. O Hospital de Santarém aguarda por semelhante autorização para 90 enfermeiros. Os atrasos nos pagamentos do Governo aos hospitais têm criado as situações mais embaraçosas no Hospital de Santarém que em 6 meses teve 4 vetos do Tribunal de Contas por ter fundos próprios negativos. Isto é uma vergonha.
O caos nas urgências, em particular no caso de Abrantes muito se deve à falta de recursos humanos e financeiros imposto por Mário Centeno e com o qual António Costa tem sido conivente.
