Grupos mais vulneráveis às infeções respiratórias com elevada adesão à campanha de vacinação sazonal na região do Médio Tejo. Créditos: DR

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo indicou hoje haver uma elevada adesão à campanha de vacinação sazonal contra a gripe, covid-19 e vírus sincicial respiratório, junto dos grupos de risco e população mais vulnerável. Segundo a ULS, em nota de imprensa, os idosos residentes em estruturas residenciais e unidades de cuidados continuados, os maiores de 85 anos e recém-nascidos apresentam taxas de vacinação elevadas.

Desde 20 de setembro, e até hoje, os profissionais de saúde da ULS Médio Tejo “visitaram todas as 172 estruturas residenciais e de cuidados continuados da região, e vacinaram 4.297 pessoas residentes nestas unidades”, pode ler-se na nota informativa. Neste momento, volvidos dois meses do início da campanha de vacinação, cerca de 90% (89,9%) dos idosos admitidos nestas estruturas estão vacinados contra a gripe. A cobertura vacinal contra a covid-19 atinge os 78,7%.

Segundo dá conta a ULS, os centros de saúde do Médio Tejo vacinaram em dois meses 6.471 utentes com idade superior a 85 anos, 70,7% dos utentes elegíveis com mais de 85 anos estão vacinados contra a gripe, e a vacina da covid foi administrada a 56% da população idosa da região do mesmo grupo de risco.

A taxa de vacinação na faixa etária dos 60 aos 84 anos é mais baixa. Cerca de metade (49,1%) da população elegível está vacinada contra a gripe. A imunização contra a covid-19 foi administrada a cerca de um terço dos utentes elegíveis (34,4%). Os centros de saúde foram a escolha de 42% dos utentes entre os 60 e os 84 anos. As farmácias comunitárias imunizaram 58% dos utentes desta faixa etária.

Este ano arrancou, pela primeira vez, a partir de 15 de outubro, a campanha de vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), dirigida a recém-nascidos e bebés. Mais de 80% das crianças nascidas no Médio Tejo desde 15 de outubro estão protegidas contra o VSR. O valor é igualmente alto para as crianças nascidas a partir de 1 de agosto de 2024 – 70% dos bebés encontram-se já vacinados.

Estes resultados revelam um “esforço das equipas de enfermagem e do Serviço de Farmácia da ULS Médio Tejo”. Apesar do balanço, que entende como “positivo”, a ULS Médio Tejo afirma que vai continuar a desenvolver ações de sensibilização e a promover junto dos utentes a importância da vacinação para a proteção individual e coletiva.

Flávio Ribeiro, Diretor clínico para os Cuidados de Saúde Primários da ULS Médio Tejo, citado na nota informativa, expressou a sua satisfação com os resultados da campanha: “A vacinação é a arma mais poderosa que temos para combater doenças infecciosas. Os números da campanha de vacinação demonstram que a população do Médio Tejo está consciente desta realidade, e que os profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários são fundamentais para o sucesso da imunização dos mais vulneráveis”.

Carlos Lousada, Diretor Clínico da ULS Médio Tejo para os Cuidados Hospitalares e médico Pneumologista, destacou, por sua vez, a importância de proteger a saúde da população de grupos de risco e mais vulneráveis:

“Embora os resultados sejam positivos, vamos continuar a trabalhar para aumentar a cobertura vacinal, especialmente no grupo etário dos 60 aos 84 anos. Quando falamos em vírus respiratórios e o inverno, a prevenção é mesmo o melhor remédio. Agradeço a todos os utentes que se vacinaram, protegendo-se e protegendo toda a comunidade, e convido aqueles que ainda não o fizeram a aderir à vacinação. As vacinas contra a gripe e a covid são seguras e salvam milhares de vidas todos os anos”, lembra o responsável.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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