(Imagem Ilustrativa) EN3, Entroncamento. Foto arquivo: CME

A Câmara do Entroncamento aprovou por unanimidade o projeto de execução da “Requalificação da Antiga Estrada Nacional EN3 – troço entre a Rotunda de Chaimite e o limite com o concelho de Torres Novas”. A obra, orçada em mais de 1,34 milhões de euros e com um prazo de execução de 270 dias, visa transformar este acesso principal num eixo urbano moderno, com novas infraestruturas, ciclovia e passeios.

A proposta foi apresentada em reunião de Câmara e representa a concretização de um processo iniciado com o acordo de mutação dominial assinado entre o Município e a Infraestruturas de Portugal (IP) em 27 de julho de 2021, que transferiu para o domínio municipal o troço da antiga Estrada Nacional n.º 3 que atravessa o concelho.

Segundo o documento técnico, o projeto cumpre todas as exigências legais e técnicas e contempla arruamentos, passeios e faixa de ciclovia lateral, sinalização horizontal e vertical, arquitetura paisagista com zonas verdes e rede de rega, redes de abastecimento de água, drenagem de águas residuais e pluviais, iluminação pública e telecomunicações.

A presidente da Câmara, Ilda Joaquim, destacou ao mediotejo.net a importância deste avanço para o concelho. “Na nossa opinião, significa um passo importante dado no sentido de promover um acesso condigno ao Entroncamento. A requalificação da EN 3 decorre da desclassificação que a IP tem feito de alguns troços rodoviários. Nós retomámos um processo que estava esquecido e conseguimos fechá-lo.”

A autarca sublinhou ainda o esforço financeiro envolvido, uma vez que a comparticipação da IP é de cerca de 320 mil euros, valor muito inferior à estimativa total da obra.

“A nossa estimativa orçamental é de facto de 1 milhão e 340 mil euros. No âmbito desta requalificação também podemos continuar a promover o investimento em acessibilidades mais amigas do ambiente, como as ciclovias. Daremos continuidade à ciclovia que vem de Torres Novas, passando pelo Entroncamento e ligando a Vila Nova da Barquinha, no âmbito de um projeto da CIM do Médio Tejo.”

ÁUDIO | ILDA JOAQUIM, PRESIDENTE CM ENTRONCAMENTO:

Ilda Joaquim frisou ainda que o projeto “não se resume a uma mera repavimentação”, mas sim a uma transformação urbana completa:

“Isto implica projetos de arquitetura de passeios e ciclovias, sinalização rodoviária, paisagismo com áreas verdes e sistema de rega, redes de águas, drenagem, iluminação e telecomunicações. São todas as especialidades inerentes a uma via urbana que não existiam antes.”

Com o projeto agora aprovado, a presidente afirmou que a autarquia dispõe já de verba consignada e que o próximo executivo lançará a empreitada.

“São decisões que demoram a concretizar, mas felizmente esta está concretizada. O acesso ao Entroncamento merece esta requalificação e esta organização urbana”, concluiu.

A transferência da gestão do troço da EN3 para o município foi aprovada em dezembro de 2020, após mais de duas décadas de impasse. A desclassificação permite à Câmara do Entroncamento intervir diretamente na via — que liga a zona industrial à Ponte da Pedra e à rotunda dos Bombeiros Voluntários — sem necessidade de autorização da IP. O processo prevê ainda uma compensação financeira de 322.231 euros para apoio às obras de requalificação, consideradas de interesse público municipal e fundamentais para a segurança e mobilidade de residentes e utilizadores diários desta importante ligação regional.

A Estrada Nacional (EN) 3 atravessa o município do Entroncamento, sendo uma via importante que passa pela freguesia de São João Baptista e é integrada na rede rodoviária municipal, após a sua desclassificação e transferência de jurisdição da IP (Infraestruturas de Portugal) para a Câmara Municipal do Entroncamento. A EN3 liga o limite do concelho de Torres Novas ao de Vila Nova da Barquinha, sendo uma rua principal de comércio no centro do Entroncamento.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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