“Neste momento existe uma necessidade urgente de resposta na área da creche, porque são muitas as famílias que estão a ficar sem este apoio e que acaba por prejudicar muito aquilo que é a economia da família, uma vez que muitas acabam por ter uma dificuldade enorme de conciliar a parte familiar com a criança e o seu emprego”, disse à Lusa Filipa Fernandes, vice-presidente do município de Tomar.
A empreitada de requalificação do Jardim de Infância Raul Lopes vai manter as atuais cinco salas de jardim-de-infância e criar a resposta de creche, com capacidade para 80 crianças (0 meses até 36 meses) tendo sido adjudicada à empresa Canas – Engenharia e Construção, SA, por 3,3 ME [3.337.241,69 euros] com um prazo de execução de 540 dias.
Filipa Fernandes destacou a importância da resposta social que vai resultar de um investimento comparticipado por fundos comunitários, tendo apontado as necessidades sentidas por um “crescimento populacional” e identificadas no diagnóstico da rede social.
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“Temos tido um aumento populacional e isso é bastante visível nas escolas com o aumento de crianças nos nossos parques escolares”, declarou, tendo indicado que o alargamento de salas serve “para dar resposta a mais crianças que agora frequentam o ensino escolar”.
A autarca notou que, “há uns anos atrás, eram muitas as salas que se julgava virem a fechar por falta de crianças”, tendo indicado que, “neste momento, está-se a verificar o oposto”, com o aumento populacional.
“Nessa instância, refletimos na requalificação do Jardim de Infância e percebemos, através do nosso diagnóstico social, que a curto, médio e longo prazo, havia uma necessidade também de aumentar a resposta de creche e então o município, nesta requalificação, decidiu não só criar a resposta de Jardim de Infância, mas também alargar aqui a resposta de creche”, declarou.
ÁUDIO | FILIPA FERNANDES, VICE-PRESIDENTE CM TOMAR
Para Filipa Fernandes, o projeto tem a virtude da componente da resposta social às famílias e, por outro lado, de requalificar e aproveitar o edificado existente.
“Basicamente investir na construção desta creche é uma ação que promove o desenvolvimento humano, porque promove a igualdade social e também dá aqui um grande contributo à qualidade de vida das famílias e é isso que queremos trazer, um impacto positivo para a criança, para as famílias, para a sociedade, e para o nosso concelho”, afirmou.
Por outro lado, acrescentou, o investimento de 3.3 ME “irá permitir também requalificar um edifício que era, do nosso parque escolar, aquele de maior fragilidade e maior necessidade apresentava de requalificação” urbanística.
“É um edifício já com muitas lacunas, não só o aspeto visual, mas também as próprias salas já estavam desadequadas àquilo que é a necessidade existente e, portanto, era prioritária uma intervenção neste edifício para, no fundo, permitir uma melhor qualidade de ensino às crianças que o frequentam”, declarou.
A responsável disse ainda que, “urbanisticamente”, o projeto “também é muito importante”, tendo afirmado que, “mais do que criar edifícios, a mais-valia de reabilitar aquilo que já existe é que vai permitir também a renovação e a requalificação do existente”.
O presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, já havia dado conta à Lusa que o Jardim Escola Raul Lopes, instalado num edifício de três andares, estava “muito debilitado”, e que o projeto de intervenção previa a demolição e reconstrução.
“Aquilo que vai acontecer é que, na prática, vamos demolir e construir uma escola nova, um jardim escola novo, acrescentando a valência de creche, que é algo que temos também ainda bastante necessidade”, afirmou.
Em paralelo com a adjudicação da obra no jardim de infância e criação de uma nova creche, está a decorrer desde setembro a empreitada de requalificação da Escola Básica 2,3 Gualdim Pais adjudicada pelo valor de 4.2 ME (4.236.562,38€), acrescido de IVA, e com um prazo de execução de dois anos.
O autarca fez notar que, com a conclusão destas obras, “o parque escolar concelhio fica todo requalificado e preparado para acolher nas melhores condições os cerca de quatro mil estudantes”, nas várias faixas etárias e escalões de ensino, “assim como o pessoal docente e não docente”.
*Com Agência Lusa.









