Tomar: Presidente da Câmara alerta para derrapagem nas obras da Escola Gualdim Pais. Foto: CMT

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, manifestou preocupação com o atraso significativo na reabilitação da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclo Gualdim Pais, após uma visita realizada esta quarta-feira ao estaleiro, acompanhado pelos vereadores com pelouros executivos.

A empreitada, adjudicada à empresa Nova Gente Empreitadas, SA em 19 de julho de 2024, previa um prazo de execução de dois anos e um investimento de 4,23 milhões de euros (acrescido de IVA). Contudo, “contingências várias”, sobretudo relacionadas com lacunas identificadas no projeto, estão a provocar uma derrapagem relevante no andamento dos trabalhos, indicou hoje a autarquia, em comunicado.

Este desvio deverá traduzir-se no incumprimento dos prazos e na necessidade de trabalhos adicionais, aumentando o custo final da obra, pode ler-se na mesma nota informativa.

A situação preocupa o executivo municipal, não só porque a intervenção é financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — o que implica o cumprimento rigoroso dos prazos para não colocar em risco o financiamento — mas também porque o atraso poderá impedir que o próximo ano letivo arranque já nas novas salas de aula.

Câmara de Tomar alerta para derrapagem nas obras da Escola Gualdim Pais. Foto: CMT

Recorde-se que, devido às obras, alunos, professores e funcionários têm funcionado em contentores instalados provisoriamente, solução que tem gerado vários constrangimentos e custos acrescidos para a autarquia, nomeadamente com o prolongamento do contrato de aluguer dessas estruturas.

A requalificação da Escola Gualdim Pais contempla o redimensionamento e melhoria das áreas funcionais, garantindo melhores condições de conforto térmico, ventilação, iluminação e equipamentos pedagógicos.

Inclui ainda a renovação de instalações sanitárias e balneários, a construção de um auditório e a remodelação completa da cozinha, duas das intervenções mais significativas do projeto.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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