A conclusão foi avançada pela Câmara de Tomar após uma visita técnica ao Aqueduto do Convento de Cristo, realizada na terça-feira, em articulação com o Património Cultural, I.P., na qual não foram identificadas, à vista desarmada, evidências técnicas ou relatórios que sustentem um cenário de colapso iminente da estrutura.
Apesar de afastar um perigo imediato, o município reconhece que a estrutura apresenta sinais de degradação em alguns troços, nomeadamente em zonas de grande desenvolvimento vertical onde se verifica colonização vegetal.
A visita contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, membros do executivo e dos serviços técnicos municipais, da Junta de Freguesia de Carregueiros, representantes do Convento de Cristo e uma delegação do Património Cultural, liderada pela vice-presidente do conselho diretivo e integrada por técnicos das áreas da arquitetura e da engenharia.
O Aqueduto dos Pegões, classificado como Monumento Nacional desde 1910 e integrado no domínio público do Estado, encontra-se sob administração da ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A..

A avaliação agora realizada surge após os alertas do vereador do PS, José Delgado, que, em reunião de Câmara e em declarações públicas, defendeu a interdição da circulação de pessoas, classificando o estado do aqueduto como “alarmante” e “muito grave”.
O vereador, engenheiro técnico civil e especialista em reabilitação e segurança, apontou a existência de fendilhação visível, infiltrações de água e ausência de guardas de proteção em áreas elevadas frequentadas por visitantes.




No comunicado, a Câmara de Tomar sublinha que as preocupações manifestadas devem ser tratadas com seriedade e rigor técnico, recordando que têm sido desenvolvidas ações de conservação e monitorização, incluindo uma intervenção de estabilização em 2019 no Vale dos Pegões e um estudo de intervenção urgente em 2021 no troço de Brasões.
Na sequência da visita técnica, será elaborado um relatório que integrará a documentação existente.
Considerando que a observação direta não permite uma avaliação estrutural rigorosa, o Município de Tomar e o Património Cultural, I.P. entendem ser necessário avançar para um diagnóstico de engenharia aprofundado, a realizar por entidade independente, que sustentará futuras decisões sobre intervenções de conservação ou restauro.

O município garante que continuará a acompanhar o processo em articulação com as entidades competentes, assegurando que a segurança das pessoas e a salvaguarda do património permanecem como prioridades.
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