Câmara de Ferreira do Zêzere aprova por maioria orçamento de 33 ME para 2026 Foto arquivo: mediotejo.net

A Câmara de Ferreira do Zêzere aprovou um orçamento de 26,6 milhões de euros (ME) para 2025, um aumento de mais de 10 ME relativamente a 2024, sobretudo devido a investimentos previstos através do Plano de Recuperação e Resiliência. Segundo informação prestada pelo executivo liderado por Bruno Gomes (PS), a grande variação orçamental do documento apresentado em reunião de câmara, e aprovado com a abstenção do PSD, “acontece sobretudo devido aos investimentos previstos” numa nova escola e em habitação, com financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Temos o maior orçamento de sempre em Ferreira do Zêzere, um orçamento muito ambicioso, mas também vai catapultar o município para um patamar que eu considero relevante, diferenciador e fico satisfeito no sentido em que são 26 ME que expressam muito bem aquilo que tem sido também a nossa capacidade de captar financiamento comunitário e estamos a falar de obras que são muito relevantes”, disse hoje Bruno Gomes à agência Lusa.

Segundo o autarca, “o valor mais avultado naquilo que são as obras” dizem respeito à “construção de uma escola do 2.º ciclo, 3.º ciclo e ensino secundário, que tem um valor de nove milhões de euros, e que pode chegar aos 13 milhões de euros”, a par de “cerca de quatro milhões de euros para habitação” a custos controlados e para habitação social.

“Temos um pacote de cerca de oito milhões de euros só para habitação e prevemos concretizar cerca de 50%. Isto para mim são aqueles investimentos de maior valor, depois temos outros como a concretização de uma praia fluvial, a requalificação do centro de saúde, a requalificação do pavilhão desportivo, a criação de um espaço ‘coworking’ e uma incubadora de empresas”, relevou.

ÁUDIO | BRUNO GOMES, PRESIDENTE CM FERREIRA DO ZÊZERE:

Bruno Gomes, que conquistou a autarquia de Ferreira do Zêzere ao PSD nas autárquicas de há três anos, disse ainda que “a captação destes fundos será determinante para impulsionar o crescimento económico e social do concelho, permitindo-nos concretizar projetos estruturantes nas áreas da educação, habitação, regeneração urbana, apoio empresarial, turismo, cultura e desporto”.

“O grande desafio é concretizar as obras” em tempo útil, “é haver empresas disponíveis para concorrer às várias obras”, admitiu, destacando também é que é ainda necessário “celeridade e pragmatismo por parte das várias entidades que gerem o PRR por forma a que os procedimentos necessários sejam mais rápidos” para concretizar as empreitadas “naquilo que são os limites que foram dados, nomeadamente meados de 2026”.

Os documentos previsionais para 2025 foram votados favoravelmente pelos três eleitos da maioria socialista, tendo os dois vereadores da coligação PSD/CDS-PP optado pela abstenção.

Também em declarações à Lusa, o vereador do PSD Hugo Azevedo disse que a abstenção da coligação se deveu ao facto de o documento assentar num orçamento que, “na sua maioria, não dá cumprimento às promessas vertidas no programa eleitoral do PS”, sendo “baseado num mero plano de intenções”.

O PSD criticou ainda um “gasto desmesurado em contratualizações, quer de trabalhadores internos, quer de prestadores de serviços, nomeadamente gabinetes de projetos”.

“Este executivo eleito pelo PS sempre teve como objetivo empurrar para 2025, ano de eleições, alguns investimentos/obras, o que aqui está bem patente”, acrescentou.

A Câmara de Ferreira do Zêzere decidiu também manter para 2025 o valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que se situa no mínimo permitido por lei (0,3% para prédios urbanos e 0,8% para rústicos), com deduções para famílias com habitação permanente (que vão de 20 euros para um dependente a 70 euros por três dependentes).

Também a taxa de derrama irá manter-se nos 0,5% e a participação variável sobre o Imposto de Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) em 1%.

A política fiscal foi aprovada por unanimidade.

Na Assembleia Municipal, os socialistas também tÊm maioria, com 15 deputados, sendo os restantes sete da coligação que junta sociais-democratas e democratas-cristãos.

O orçamento será submetido à Assembleia Municipal no dia 27 de dezembro.

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Agência de Notícias de Portugal

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