A instalação de sistemas de ar condicionado na Escola Básica e na creche de Rossio ao Sul do Tejo esteve em destaque em recente reunião de executivo da Câmara de Abrantes, após a intervenção de um cidadão preocupado com as condições enfrentadas pelas crianças durante os períodos de maior calor.
Miguel Costa, que se apresentou “na qualidade de pai, de encarregado de educação e de cidadão”, questionou o presidente do município sobre a viabilidade de se avançar com a climatização daqueles espaços educativos tendo em conta as condições climatéricas e altas temperaturas habituais no verão.
“O que me motivou hoje a vir aqui foi questionar qual a viabilidade de poder instalar ares condicionados na escola do Rossio, bem como na creche, neste caso no infantário, uma vez que as condições atmosféricas cada vez estão mais gravosas e mais severas e está a chegar o verão, o calor lá é muito intenso”, afirmou.
Em resposta, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, reconheceu que as alterações climáticas têm vindo a impor novos desafios às infraestruturas públicas, nomeadamente no contexto escolar.
“É uma verdade, as alterações climáticas têm-nos obrigado a reagir de forma muito constante”, disse, sublinhando, no entanto, não ser possível intervir em simultâneo em todos os estabelecimentos de ensino.
O autarca explicou que a instalação de sistemas de ar condicionado está a ser analisada e estudada, sendo atualmente considerada “a única solução” para mitigar o impacto das temperaturas elevadas.
Ainda assim, alertou para a complexidade dos processos, nomeadamente ao nível das infraestruturas elétricas. “Nem sempre os quadros elétricos correspondem à capacidade da potência que os ares condicionados exigem. Portanto, há aqui todo um trabalho a fazer”.
Manuel Jorge Valamatos referiu também que o município tem vindo a instalar sistemas de aquecimento e arrefecimento em várias escolas do concelho, indicando que a escola de Rossio ao Sul do Tejo será uma das próximas a beneficiar dessa intervenção.
Contudo, não avançou prazos concretos. “Não lhe sei dizer quando nem se no próximo verão vamos ter condições. Não me posso comprometer”.
O presidente garantiu, ainda assim, que a autarquia está a trabalhar para responder “o mais rápido possível” às necessidades identificadas, embora sublinhando que estes processos implicam a elaboração de projetos e o cumprimento de procedimentos técnicos.
