Zona ribeirinha da Fonte da Boneca na Sertã. Foto: mediotejo.net

Vinte anos depois de sofrer obras de requalificação, a Fonte da Boneca, área de lazer junto à Ribeira do Amioso em plena vila da Sertã, está novamente a necessitar de alguns arranjos.

O assunto foi abordado na reunião da Câmara Municipal da Sertã realizada no dia 4 de novembro, no período de intervenção do público.

O cidadão Nuno Pereira elencou alguns problemas que detetou naquele espaço como seja nos muretes, calhas e tampas de esgoto.

Em resposta, o Presidente da Câmara começou por dizer que a Fonte da Boneca “é um espaço central e bastante nobre da Sertã”, reconhecendo que “necessita de pequenos arranjos, mas precisa também de alguma dinamização porque é um espaço que tem sido muito pouco utilizado e tem grande potencial”.

“Vamos pensar nessa situação para a próxima primavera verão, para vermos como se pode aproveitar melhor aquele espaço”, anunciou Carlos Miranda (PS).

ÁUDIO | Intervenção do cidadão Nuno Pereira, do Vereador Rui Antunes e do Presidente da Câmara, Carlos Miranda

Também o Vereador Rui Antunes (PS) referiu que aquele espaço ribeirinho foi alvo de pequenas obras de reparação nomeadamente arranjo de alguns degraus, mas prometeu ir ao local verificar a atual situação.

A vereadora Luísa Maria Farinha (PS), em substituição da vereadora Cristina Nunes, sugeriu que ali se instalasse um quiosque e uma esplanada.

A Fonte da Boneca foi construída em 1858 e começou por se chamar Fonte de São Pedro, apesar de as gentes da vila a ela se referirem como Fonte do Almoxarife, por a obra ter sido custeada pelo Almoxarifado da Sertã, na dependência do Grão Priorado do Crato.

Durante muitos anos foi o único ponto de abastecimento de água na vila, sendo utilizada, ora para saciar a sede, ora para encher os cântaros dos sertaginenses.

Em 1900, a Câmara Municipal procedeu à sua reconstrução, tendo também beneficiado o cais que se situava diante da fonte e que permitia um acesso rápido à Ribeira do Amioso.

A população passou a chamar-lhe Fonte da Boneca, depois de ali ter sido colocada uma boneca de granito.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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