Câmara da Chamusca em reunião. Foto: mediotejo.net

O executivo camarário da Chamusca, na reunião do dia 2 de agosto, aprovou votos de pesar pelo falecimento do antigo autarca José Joaquim Melão e do dirigente associativo Fernando Santos. No final da reunião foi feito um minuto de silêncio em homenagem a estas duas figuras que marcaram a história recente da Chamusca.

Por proposta do presidente da Câmara, o primeiro voto de pesar foi para Joaquim Pardal Melão, de 86 anos, ex-vereador da CDU na Câmara entre 1983 e 2001 e ex-presidente da Assembleia Municipal, cargo que exerceu entre 2005 e 2009. Morreu no dia 22 de julho e a autarquia decretou um dia de Luto Municipal com a colocação da Bandeira do Município a meia haste nos edifícios municipais.

No documento lido por Paulo Queimado, presta-se “sentida homenagem” ao antigo autarca que “teve um percurso irrepreensível” tendo desempenhado as suas funções “com o maior rigor e empenho e deixado uma marca inegável no desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da comunidade chamusquense”.

“Pelo seu inestimável contributo em prol do concelho e de todos os seus munícipes”, o Município endereçou à família e amigos “as mais sinceras e sentidas condolências próprias deste momento de dor e tristeza”.

Sobre a figura de José Joaquim Melão, também a vereadora Gisela Matias (CDU) apresentou um voto de pesar a “um verdadeiro homem do Poder Local, exercendo o real serviço público, em prol do seu concelho e das suas gentes”.

“Possuía a visão política daquilo que deve ser o trabalho de uma autarquia ao serviço de cada uma das freguesias e compreendia a estratégia a tomar”, realçou a autarca.

Depois de recordar a sua atividade na Câmara e na Assembleia Municipal, destacou “o seu papel concretizador daquilo que muitos diziam ser impossível”.

“Enquanto vereador em regime de permanência, foi por ele que passaram as grandes infraestruturas básicas necessárias ao crescimento e modernização do nosso concelho, desde a rede de abastecimento de água, o saneamento, estradas, estabelecimentos escolares”, lembrou Gisela Matias.

“O José Melão ombreou sempre ao lado dos trabalhadores do Município, consciente da importância do trabalho que estes desempenham. Este era um homem que sabia o que era preciso fazer. Este era um homem que fazia acontecer. E com pouco fazia muito. Com firmeza, engenho e determinação, o José Melão contribuiu definitivamente para o avanço civilizacional das freguesias do concelho da Chamusca e para a melhoria das condições de vida das suas gentes”, refere o voto de pesar.

O presidente da Câmara apresentou ainda um voto de Pesar pelo falecimento, no dia 30, de Fernando Santos, presidente da União Desportiva da Chamusca.

Era, segundo Paulo Queimado, “uma figura de referência do associativismo desportivo chamusquense e ainda uma figura incontornável na divulgação da gastronomia tradicional do concelho”.

O autarca destacou ainda o “enorme legado deixado por Fernando Santos no associativismo desportivo local”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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