Câmara da Barquinha reforça prevenção de incêndios com limpeza de faixas de combustível. Foto: DR

O município de Vila Nova da Barquinha aprovou um protocolo com a Associação de Agricultores de Abrantes e concelhos limítrofes para garantir a limpeza de faixas de gestão de combustível e áreas sensíveis até final de maio. A medida visa mitigar o risco de incêndios num concelho onde 97% do território é espaço rural.

“A prevenção começa a fazer-se agora. É importante mantermos este protocolo porque estes sapadores garantem a identificação e a limpeza de zonas fundamentais”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Manuel Mourato.

O autarca revelou que, apesar das fortes tempestades e cheias que fustigaram a região nos últimos meses, o processo de limpeza não está atrasado. “Tivemos uma excelente colaboração da Proteção Civil, dos militares e de uma equipa de bombeiros franceses. Neste momento, temos praticamente mais de 90% do território desobstruído ao nível de acessos e caminhos”, sublinhou.

O novo protocolo, que utiliza uma equipa especializada de sapadores florestais, incidirá sobre espaços públicos e faixas de contenção, devendo os trabalhos estar concluídos até ao final de maio.

Manuel Mourato alertou, contudo, que o mau tempo trouxe “muito material combustível depositado” que urge salvaguardar antes do período crítico.

“A preocupação agora está na limpeza dos privados. É necessário que não seja só o município a preocupar-se com os incêndios, que sejamos todos proteção civil”, apelou o autarca, lembrando que a autarquia poderá intervir nos terrenos privados caso os proprietários não cumpram as normas de limpeza.

O plano de atuação foi coordenado entre o Gabinete Técnico Florestal e a Proteção Civil municipal, articulando-se ainda com as equipas das juntas de freguesia através da delegação de competências para a gestão do território.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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