Festival Bons Sons celebra 20 anos de vida de 06 a 09 de agosto. Foto arquivo: Luís Ribeiro / mediotejo.net

Cacique’97, Mães Solteiras, MXGPU e Seara, projeto com Amélia Muge, Rão Kyao e Júlio Pereira, estão entre as primeiras confirmações do festival Bons Sons, em Cem Soldos Tomar, que celebra em agosto 20 anos com uma edição “marcada pela resistência”.

De acordo com a organização, o festival que acontece na aldeia de Cem Soldos, no concelho de Tomar, tem garantidas as atuações de A Sul, Cacique’97, Crua, Lavoisier + Coro Polifónico da Pedreira, Líquen, Mães Solteiras, Miss Universo, MXGPU, Romeu Bairos e Seara, projeto que junta Amélia Muge, Daniel Pereira Cristo, Júlio Pereira, Manuel de Oliveira e Rão Kyao, e resulta de uma encomenda do programa Clube Raiz da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura.

“Música e resistência através de uma forte presença de coletivos, pessoas que se encontram para um bem comum, artistas que fazem parte da história dos 20 anos do Bons Sons e que regressam agora com novos projetos, novas roupagens, novas fusões e uniões”, lê-se no comunicado.

Seara, Mães Solteiras (banda constituída por André Henriques, Joaquim Albergaria, Pedro Cobrado e Ricardo Martins) e MXGPU (a dupla Moullinex e GPU Panic) são projetos que juntam músicos “que já viveram a aldeia” ao longo dos últimos 20 anos.

A organização lembra que, “ao longo dos tempos, coros e canções coletivas foram usados também para esbater fronteiras, mas igualmente para resistir a regimes autoritários, para preservar culturas, ajudar comunidades a manter línguas ou tradições, para além de ajudarem a criar sensação de pertença, contribuindo para a vivência e sobrevivência emocional coletiva”, destacando assim a presença do coro Coro Polifónico da Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira (Tomar), que sobe o palco com os Lavoisier.

Entre os coletivos já confirmados estão também Crua, “um grupo de mulheres, urbanas, que criam e compõem canções entre a música de transmissão oral e o adufe”, constituído por Alice Boavista, Dulce Moreira, Inês Cruz, Liliana Abreu e Rita Só, e os Cacique’97, que assinalou 20 anos “de vida e de resistência no ano passado”.

A dupla Miss Universo (Afonso Branco e André Ivo), “que apresenta um casamento ideal entre a tradição e a vanguarda, com canções revolucionárias para os tempos atuais”, Romeu Bairos, A Sul (projeto de Cláudia Sul) e Líquen são as restantes confirmações.

O 13.º Bons Sons acontece entre 06 e 09 de agosto.

Organizado desde 2006 pelo Sport Clube Operário de Cem Soldos, sob o mote “Vem viver a aldeia”, o Bons Sons manteve-se bienal até 2014, passando depois a realizar-se anualmente, “mantendo uma programação exclusiva da música portuguesa, completamente aculturada e diversa”.

No final de 2024, a organização anunciou que o festival iria voltar a ser bienal, retomando a periodicidade inicial.

Com o mote “Viver a Diversidade” nos 50 anos do 25 de Abril, o festival Bons Sons regressou em 2024, após um ano de interregno devido a obras de requalificação urbana do Largo do Rossio, área habitualmente ocupada pelo festival, que surgiu nessa edição completamente renovado, com “novos desafios” e mais de 50 concertos.

A aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe uma dezena de palcos integrados nas ruas, praças, largos, auditório, igreja e até em garagens e lagares.

Os bilhetes para a 13.ª edição estão agora na terceira fase de venda, com o passe geral de quatro dias, com campismo incluído, a custar 60 euros. Na quarta e última fase venda passará a custar 70 euros.

Haverá também bilhetes diários, que “estarão à venda a partir do momento da divulgação do cartaz completo”.

Lusa

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