Foto: Etereutei, Pixabay

A História, a língua e a cultura colocam o maior estado da América Latina, o Brasil, como nosso país irmão. A sociedade brasileira é profundamente desigual, tem índices de corrupção gigantescos e apresenta uma criminalidade e uma insegurança que deixa a maioria dos brasileiros sempre com um sentimento de receio.

As eleições de Outubro de 2002 vieram trazer a esperança a uma parte
significativa da população com a eleição de Lula da Silva. Os governos do PT – Partido dos Trabalhadores  – retiraram milhões de Brasileiros da pobreza e permitiram que os filhos das classes mais baixas tivessem acesso ao estudo. Contudo, esses governos foram minados por escândalos de corrupção que levaram muitos brasileiros a odiar o PT.

Foi nesse clima que um discurso de extrema direita, homofóbico, machista
acabaria por ganhar espaço no Brasil. O processo, que levou à queda de Dilma, acabaria por levar os partidos moderados que estiveram envolvidos nesse “golpe” a quase desaparecerem do mapa eleitoral, onde o histórico PSDB apresenta o seu candidato na casa dos 5%. Com a radicalização do discurso, os eleitores preferiam o radical original.

As eleições são no Brasil. O voto livre é dos brasileiros. O resultado, já esse, é muito preocupante para a democracia. O Brasil é um parceiro e nosso país irmão. Não é indiferente para este processo, a nefasta campanha das “Fake News” nas redes sociais que marcou estas semanas. Um novo método de desinformação rápido. Um novo paradigma na política.

Fernando Haddad vai ter um enorme e difícil desafio na segunda volta. Unir a esquerda e o centro é a única hipótese para este candidato. A união só é possível se deixar cair o PT, Lula e Dilma na campanha. Não vai ser fácil. O Brasil e o mundo esperam.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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