A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância (AHBVC) celebrou este sábado o seu 101.º aniversário numa sessão solene realizada no Cine-Teatro Municipal, reunindo bombeiros, dirigentes, autarcas e entidades civis e militares num momento de homenagem e reflexão sobre o futuro da corporação.
“Queremos que este seja o início de um novo século e de um novo ciclo, tão bonito e digno como o século que agora terminámos”, afirmou desde logo o presidente da direção, Adelino Gomes, sublinhando a importância de dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo de mais de um século de história.
O responsável destacou ainda o papel dos bombeiros voluntários como pilar da proteção civil e da comunidade, lembrando que o trabalho da corporação vai muito além do concelho.
“Este corpo de bombeiros é, sem dúvida, um grande baluarte da proteção civil, sempre disponível, de dia e de noite, para ajudar os seus concidadãos”, afirmou.
O presidente da direção deixou também críticas e preocupações sobre as dificuldades financeiras e estruturais das associações humanitárias, apontando a necessidade de maior reconhecimento institucional.
Ainda assim, reforçou o compromisso interno com os operacionais: “Todos os meses temos de garantir que os salários são pagos. Isso é uma prioridade absoluta desta direção.”




A cerimónia ficou igualmente marcada pelo discurso do comandante Marco Gomes, que sublinhou a dimensão humana e o espírito de missão da corporação.
“Ser bombeiro é responder sem hesitação quando alguém precisa, é enfrentar a adversidade com coragem e manter sempre vivo o espírito de solidariedade”, afirmou.
O comandante destacou ainda o esforço diário do corpo ativo e o impacto do seu trabalho na comunidade. “Cada ocorrência, cada serviço e cada hora de formação refletem a grandeza desta missão”, referiu, acrescentando que o compromisso com a população se mantém inalterado apesar dos desafios crescentes.
Marco Gomes deixou também uma palavra às famílias dos bombeiros, sublinhando o papel fundamental do apoio silencioso no desempenho da missão. “Sem esse suporte, muitas vezes seria impossível cumprir esta função com a mesma dedicação”, referiu.
Na sessão solene, a vice-presidente da Câmara Municipal de Constância, Helena Roxo, em represnetação do presidente, ausente em missão em Bruxelas, destacou a importância da corporação na resposta às necessidades do concelho, lembrando episódios recentes de cheias e situações de emergência.
“Falar dos bombeiros é falar de pessoas sempre prontas a ajudar, independentemente da hora ou das dificuldades”, afirmou.
A autarca sublinhou ainda que o apoio municipal deve ser entendido como um investimento na segurança da população. “O apoio aos bombeiros não é uma despesa, é um investimento nas pessoas e na proteção do território”, referiu, agradecendo o trabalho desenvolvido ao longo dos anos.
Helena Roxo deixou também uma mensagem de reconhecimento aos voluntários, sublinhando o impacto da sua entrega pessoal. “Abdicam do seu tempo, da família e do descanso para proteger os outros. Esse espírito merece toda a nossa admiração”, afirmou.

A cerimónia terminou com palavras de reconhecimento mútuo entre direção, comando e entidades presentes, num momento simbólico que reforçou o compromisso da AHBVC com a comunidade e com o futuro da proteção civil no concelho de Constância.
Fundada em 1925, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Constância (AHBVC) nasceu da iniciativa da comunidade local para responder à necessidade de socorro em situações de emergência, numa altura em que a proteção civil organizada era praticamente inexistente no território. Ao longo de mais de um século, a corporação foi crescendo em meios e valências, acompanhando a evolução do concelho e da região.
Hoje, os bombeiros de Constância são uma referência na resposta operacional no Médio Tejo, mantendo a missão original de proteção de pessoas e bens, mas com uma intervenção cada vez mais alargada.
Entre incêndios, acidentes, cheias e emergência pré-hospitalar, a associação afirma-se como uma estrutura essencial da proteção civil, sustentada no voluntariado, no profissionalismo e no envolvimento permanente com a comunidade.
