Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill Foto: CMConstância

De 17 de agosto a 7 de setembro, a Biblioteca Municipal Alexandre O´Neill, em Constância, recebe a exposição de artes plásticas ‘A Romântica Alma do Ser’, com oito telas da autoria de Matilde Pratas. A inauguração da mostra de pintura, marcada para as 18h00, vai contar ainda com um momento de poesia.

Matilde Pratas nasceu a 4 de janeiro de 2006, em Bruxelas. Os pais são de Malpique, freguesia de Santa Margarida da Coutada (Constância) e a sua mãe sempre lhe falou das suas raízes, da sua aldeia e do seu concelho.

A artista frequentou a escola em Bruxelas, sendo Malpique e Constância vistos apenas como local de férias de verão. Mas, com o passar dos anos, tanto Malpique como Constância começaram a despertar em Matilde os mesmos sentimentos que os pais têm pelas raízes.

Na Escola Europeia, que frequenta desde os quatro anos, cedo revelou um talento para as disciplinas de arte, sempre passeou com um caderno de esboços e assim que teve que optar pelas disciplinas que de uma maneira ou de outra determinariam o seu futuro, foi óbvia a escolha das artes (arte, infografia, história de arte).

Malpique não é mais uma aldeia de férias, mas uma aldeia de coração. Nesta exposição, o ser e a relação que tem consigo, com os outros, e com aquilo que a envolve é explorado na sua obra.

Com oito pinturas, alguns desenhos/esboços a lápis e caneta em papel, vários sujeitos são representados a fazer coisas quotidianas da sua vida. Esta é uma exposição que explora o ser no seu ambiente.

A inauguração da exposição está marcada para esta quinta-feira 17, às 18h00, na Biblioteca Municipal. Na ocasião haverá um momento marcado pela poesia com Maria Manuela Martins.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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