A vila de Belver (Gavião) viaja no tempo este fim de semana, com a tradicional Feira Medieval a regressar este ano sob o mote ‘D. Dinis e o tesouro dos Hospitalários. A cumprir a sua 20ª edição, o evento convida a uma viagem à Idade Média, com as gentes a trajar a rigor e encenações teatrais, danças mouriscas e música de época a produzir um ambiente de outrora, convidando ao misticismo típico da altura.
O mercado medieval arrancou na sexta-feira, dia 20 de junho, às 18h00, com a abertura do mercado, exposição de artefactos bélicos, panejamento e acampamento castrense, seguida leitura da procuração que foi redigida no Condado de Barcelona.





Seguiu-se a visita régia de D. Dinis e da Rainha consorte, D. Isabel de Aragão com a chegada da comitiva à Igreja Matriz para assinalar a proclamação do Auto De Abertura do Arraial, num misto de animação de rua, teatro e música de época, seguido do Real Banquete no terreiro da Igreja, em que o Alcaide oferece o bacorinho na brasa, seguido do julgamento de heresias e teatro de fogo.

Com muitas atividades dedicadas aos mais novos com equipamentos de diversão adaptados à época, o Largo da Igreja Matriz de Belver é o ponto nuclear das iniciativas e encontros, logo após entrar no pórtico da feira medieval.

O assalto ao Castelo de Belver decorre no sábado à noite, sendo um dos pontos altos da programação desta edição, juntamente com o Banquete Régio, que deu o pontapé de saída da feira medieval num convívio comunitário assegurado ano após ano.
Considerado um dos eventos de referência da região, a Feira Medieval conta com as bancas e barraquinhas de artesãos de Belver, do concelho de Gavião e até do estrangeiro, não faltando brinquedos em madeira, com espadas, escudos e as coroas de flores secas, bugigangas, cristais, incensos e saboaria, entre outro artesanato feito de madeira, doçaria e produtos regionais, vestuário e peças ornamentais.
O castelo e as ruas estão engalanadas a rigor com faixas e bandeirolas, e ao cair da noite as luzes tornam o ambiente mais místico e acolhedor. Há lugar a música, danças mouriscas, treinos de armas e teatro de fogo. a par de muita animação e teatralização.




A aposta neste evento permite que as pessoas não só visitem a vila e o concelho de Gavião, como possam ainda aproveitar a oferta turística e cultural bem como o património histórico e natural.
A primeira noite teve direito a Banquete Régio, um tradicional repasto com iguarias medievais e onde a população convive à época, lançando-se a um fim de semana temático que acaba por fundir momentos e contextos da História de Portugal e da vila de Belver.

A XX Feira Medieval de Belver termina no domingo, às 22h30. Nessa noite irá recuar-se no tempo da leitura do Tratado de Alcanizes, pelas 21h00, depois de zaragatas de taberna, cortejo pelas ruas do burgo, Auto da Fé e Edital de Condenação. O dia encerra com teatro de fogo aludindo às Santas Relíquias.
A Feira Medieval de Belver realiza-se anualmente e decorre no terceiro fim de semana de junho, trazendo à vila um evento de recriação histórica, com várias representações da época medieval, que vão desde a vila até ao Castelo, originando um ambiente diferente.

O espaço conta com bancas e tendas de artesãos, espetáculos e espaços de restauração/tasquinhas de época, sendo um evento que todos os anos atrai romarias não só a esta vila como a todo o concelho de Gavião.

O estacionamento pode fazer no campo da bola, ou no parque junto ao Museu do Sabão e na estrada municipal. Há um multibanco a alguns metros, na rua principal, Rua Dom Nuno Álvares Pereira, nº41.
Esta edição conta com vários espaços de restauração, a par de crepes, cerveja artesanal e ginjinha, entre muitas outras iguarias e produtos que prometem aliciar e encher as medidas de todos os visitantes.
𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐝𝐚 𝐗𝐗 𝐅𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐌𝐞𝐝𝐢𝐞𝐯𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐁𝐞𝐥𝐯𝐞𝐫
𝐒𝐞𝐱𝐭𝐚 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨
18H00 Abertura do Mercado | Exposição de artefactos bélicos, panejamento e acampamento castrense;
18H30 Leitura da procuração que foi redigida no Condado de Barcelona;
19H00 Visitação Régia | D. Dinis e a Rainha consorte, Dona Isabel de Aragão arribam à Matriz com a sua comitiva, destacando-se Vataça Lascaris, princesa bizantina, como dama da rainha;
20H00 Real Banquete no terreiro da Igreja em que o Alcaide oferece o bacorinho na brasa e os Soberanos recebem o preito de menagem dos cavaleiros vilãos e das damas das Terras de Guidintesta;
21H00 Dona Isabel de Aragão e Dona Vataça Lascaris acolhem peregrinos de Santiago de Compostela;
22H00 Juízo de heresias: as conjuras dos demónios que se apoderam dos corpos mais pecadores nas vésperas do Solstício de Verão e do que algumas mulheres foram acusadas;
23H00 Teatro de Fogo | O Milagre das Rosas;
24H00 Encerramento dos festejos e a ronda dos aguazis.
𝐒𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨
17H30 Abertura do Mercado;
17H30 Arruada de Trovadores | As músicas dos três credos;
18H00 Cortejo D’ El Rei D. Dinis com a Rainha D. Isabel Leitura da Carta de Fundação da Ordem de Cristo e de como os Irmãos do Templo professam na nova Ordem;
18H30 Anúncio público da criação da Ordem de Cristo como Ordo Militiae Jesu Christo pela bula Ad ae exquibus de 15 de março de 1319, pelo Papa João XXII;
19H00 Por ordem d’El-Rei D. Dinis, criam-se os corpos de Besteiros do Conto;
19H30 Torneio de armas apeado e adubamento de cavaleiros donzéis;
20H00 As músicas da berberia pelos mouros do Garb Al Andaluz;
20H30 | Em como se faz saber que doravante será a nossa linguagem a ser usada nos documentos oficiais do Reino;
22H00 Assalto ao Castelo;
23H30 Teatro de fogo | Da lenda das relíquias de Cristo em dia de solstício;
24H00 Arruada de trovadores.
𝐃𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐨 𝟐𝟐 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨
17H00 Mercadores e artesãos iniciam as suas actividades de comércio;
17H30 A indulgência D’El-Rei | Os festejos e folguedos com as bailias e danças dos escravos e cativas mouras, que por esta ocasião recebem carta de alforria;
18H00 Cortejo régio de El Rei D. Dinis pelas ruas do burgo| Em como se faz saber do aforamento concedido a Domingas Domingues na Herdade do Monte dos Arados, julgado de Belver e de como El-Rei mudou a carta de aforamento para Domingos Lourenço, conforme livro IV da Chancelaria de El-Rei;
19H00 Leitura dos termos do Tratado de Alcanizes, apartando-se as terras raianas entre os reinos de Portugal e de Leão e Castela, como acordo D’ El-Rei D. Diniz e seu primo, o soberano leonês;
20H00 O Rei Poeta / As cantigas de amigo e as cantigas de escárneo e mal dizer;
22H00 Teatro de Fogo: Preito de vassalagem dos mouros do Garb Al Andaluz a El-Rei;
22H30 Encerramento dos festejos e bênção aos viandantes.


