Castelo de Belver. Foto: DR

Nos dias 19, 20 e 21 de agosto, em honra das Santas Relíquias de Belver, a festa regressa com momentos musicais e a habitual missa alusiva às Santas Relíquias seguida de procissão. O Clube Recreativo e Desportivo Belverense dinamiza o programa com momentos comemorativos.

Os concertos iniciam às 22h30, na sexta-feira, com a atuação da banda Pack 7 seguida de DJ Rita Antunes. A marcar a abertura do recinto, às 20h00, Belver acolhe a Jornada Gastronómica de ‘Sopas de Peixe’.

No sábado (20 de agosto) as festividades arrancam com um Torneio de Matraquilhos, às 17h00. Uma hora depois há gincana de BTT Júnior. Às 19h00 haverá arruada com o Grupo Pedrinhas de Arronches e pelas 22h30 sobe ao palco a banda Omni. A madrugada será animada pelo DJ Metish.

No domingo as saudações à população são dadas pela Banda Filarmónica Alveguense, às 09h00. E às 16h30 tem lugar a missa alusiva às Santas Relíquias de Belver seguida então da procissão e leilão de fogaças, às 18h00. Pelas 21h00 está previsto o espetáculo EsPasso de Dança Catarina Miranda. As festas encerram com a atuação de Marco Morgado, às 22h30.

As festas surgem em honra das Santas Relíquias, isto porque num dos altares da Igreja Matriz de Belver encontra-se uma arca com as ditas. Para dignifica-las realiza-se a festa anual da terra. São relíquias que diz-se terem vindo da Terra Santa.

Na Idade Média, Belver era uma terra de Hospitalários, também chamados de Ordem de Malta fundada em Jerusalém, que foi evoluindo à sombra do castelo que é Hospitalário, do século XII, do reinado de Dom Sancho I. As relíquias foram entregues ao Grão Prior da Ordem de Malta que as foi ‘colecionando’; as mesmas que se encontram na arca da Igreja Matriz.

No castelo de Belver está ainda a Capela de São Brás, construção do século XVI, que ostenta um retábulo/relicário. Outra lenda relata então que as Santas Relíquias foram depositadas nessa Capela, pelo Infante D. Luís (filho do rei D. Manuel I), local de onde foram roubadas.

Todo o retábulo é composto por pequenas esculturas que têm um buraco no peito e a maioria não tem mãos, precisamente para guardarem o conjunto de relíquias que se diz terem sido trazidas da Terra Santas pelos Cavaleiros Hospitalários.

Do culto das Santas Relíquias, fenómeno de religiosidade popular enraizado na população de Belver, nasceram os festejos, que regressam este fim de semana.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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