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Todos os temas fraturantes na sociedade portuguesa têm sido discutidos debaixo de uma bandeira ideológica que acabam por retirar razão à argumentação. Foi assim com o aborto e com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é assim com o racismo e com a pena de morte e será assim com a eutanásia ou com a liberalização das drogas leves.

Entendo o papel dos partidos e a partidarização da discussão destes temas mas também entendo que estas bandeiras ideológicas funcionam como barreiras sociológicas a um desenvolvimento que devia ser livre, natural e individual.

Quando um partido toma uma posição nestes assuntos, está a condicionar fortemente o pensamento de todos aqueles que se reveem nesse partido e o tema passa para uma dimensão que não permite uma discussão tranquila, lúcida e com elevação na argumentação.

Mas para que fique claro quero que se perceba que quando me refiro à partidarização não me circunscrevo apenas à política, alargando a “partidarização” ao fenómeno desportivo e às opções religiosas.

O fundamentalismo irracional por trás de cada individuo que veste cada uma destas “camisolas” sem ter a preocupação de aprofundar o conhecimento do tema em discussão talvez seja o exemplo perfeito daquilo que somos socialmente e do quanto ainda estamos atrasados ao nível das mentalidades.

A emoção é inimiga da razão e as discussões viscerais servem para tudo menos para esclarecer.

Temos a atenuante de ser uma democracia relativamente jovem e de nos terem permitido começar a pensar há relativamente pouco tempo.

Além do mais, sabemos que o ato de pensar pode ser perigoso porque pode tornar-se num hábito viciante. E este hábito pode ser perigoso porque este vício pode rapidamente ficar fora de controlo. E este é um risco que aqueles que têm responsabilidades neste país não querem correr.

Continuemos então a ser uma voz num coro de seguidistas permitindo que que continuem a decidir por nós ou, deixem-me ser ligeiramente mais corrosivo, permitindo que continuem a pensar por nós… empunhando bandeiras ideológicas que funcionarão como barreiras sociológicas!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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