Parque ribeirinho de Vila Nova da Barquinha. Foto: DR

Vila Nova da Barquinha vai celebrar o Dia Nacional dos Centros Históricos no próximo sábado, dia 29 de março, com um passeio pedestre temático pelo centro histórico da vila. A iniciativa pretende reconhecer a riqueza cultural e histórica que define a identidade daquela que é conhecida como “A Princesa do Tejo”.

Com início às 15h00 no Centro Cultural, a atividade consiste num percurso interpretativo pelos locais históricos daquela vila ribeirinha, proporcionando aos participantes uma visão aprofundada da riqueza cultural do seu centro histórico.

Vila Nova da Barquinha constitui mais um local de excelentes ligações com o rio, outrora, porto fluvial importante de cuja memória restam belos edifícios do século XIX e a toponímia das suas ruas que evocam os tempos da navegabilidade do Tejo. A atual sede do concelho remonta ao final do século XVII chamando-se nessa altura “Barca”, embora alguns autores defendam a existência da povoação antes dessa data pois existiria no local um porto que efetuava a ligação para a margem esquerda do Tejo.

O aglomerado desenvolveu-se em função do rio Tejo, a partir dos finais do século XVIII, transformando-se num importante entreposto comercial absorvendo o negócio de madeiras, sal e azeite, que pertencia ao porto de Tancos.

Devido a essa prosperidade económica em 6 de novembro de 1836, foi elevada a sede de Concelho, integrando a Freguesia de Barquinha e Tancos na sua jurisdição e herdando todos os seus privilégios ao mesmo tempo que era desanexada do Concelho de Atalaia.

Em junho de 1839, um alvará de D. Maria II elevou o lugar à categoria de Vila, com o nome de Vila Nova da Barquinha, passando a integrar três Freguesias que outrora tinham sido sedes de Concelho: Atalaia, Tancos e Paio de Pelle.

As inscrições para este passeio guiado são gratuitas mas obrigatórias, através do email turismo@cm-vnbarquinha.pt e ou do telefone 249720358.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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