Vila Nova da Barquinha acolhe V Encontro de Cultura Popular do Ribatejo. Imagem Ilustrativa de arquivo: DR

Após o IV Encontro marcado pela cultura material caracterizando o Ribatejo, surge em 2025 outro ângulo de observação da mesma região: território, gentes e cultura. O V Encontro da Cultura Popular do Ribatejo, que vai decorrer no sábado, 28 de junho, em Vila Nova da Barquinha, terá como tema a cultura imaterial.

No próximo sábado, dia 28 de junho, o Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha será palco do V Encontro de Cultura Popular do Ribatejo, um evento de partilha, reflexão e celebração da identidade ribatejana, organizado em parceria com o Fórum Ribatejo.

A sessão de abertura está marcada para as 09h00, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire. Será inaugurada a IV Mostra de Livros sobre Cultura Ribatejana e apresentada a obra “Atas do IV Encontro de Cultura Popular do Ribatejo”. Este momento incluirá ainda uma homenagem póstuma ao Coronel Matos Gomes, com a leitura de um excerto do seu livro “Geração D: da ditadura à democracia”.

O programa do encontro contempla quatro painéis temáticos, que contarão com investigadores, escritores e agentes culturais da região. Serão abordados temas como a poesia e a memória da guerra civil de Espanha no Ribatejo, o património cultural imaterial, festas populares e figuras marcantes da etnografia regional. Entre os oradores destacam-se Aurélio Lopes, Vítor Serrão, Clara Cabral, Carlos Trincão, entre outros.

Com início às 09h00 e encerramento às 18h00, o encontro pretende valorizar o saber tradicional, a oralidade e as expressões culturais do território ribatejano, reforçando o papel da cultura popular na construção da identidade coletiva. A sessão de encerramento será conduzida por Paula Pontes, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha.

“A imaterialidade que  reconhece e recria  a imagem da região ribatejana  preservando a identidade é tarefa de todos os tempos”, considera a organização. Olhar com interesse e rigor para essa cultura popular é o principal objetivo deste projeto desenvolvido pelo Fórum Ribatejo em parceria com a Câmara Municipal da Barquinha. 

À semelhança das edições anteriores, o Encontro vai reunir um conjunto diverso de pessoas dedicadas justamente à cultura popular do Ribatejo, na vertente imaterial. A temática central será constituída pelo património intangível, nas suas variadas vertentes, principalmente, naquelas áreas em que a situação atual se relaciona com a problemática da salvaguarda e suas particularidades.

Numa altura em que o património imaterial adquire condições de valorização que, durante décadas, apenas o património material (e especialmente monumental) deteve, recentes reflexões tem alertado os poderes públicos para que os mesmos estão sujeitos à degradação e envelhecimento naturais, ao abandono e ruína, ao desinteresse das autoridades e a intervenções desadequadas e, consideram, que é importante, ter em conta toda esta problemática.

O Fórum Ribatejo pensa que o Ribatejo continua a fazer sentido (e daí desenvolver uma ação continuada de atividade cultural integrada e âmbito regional alargado) “embora a Administração não lhe reconheça a unidade nem forma”, sublinha. Por isso tem vindo a desenvolver um conjunto de ações com vista a aprofundar o conhecimento e mesmo a investigação sobre quem somos e como somos.

Entre essas ações, merecem particular atenção os Encontros da Cultura Popular do Ribatejo, de que apresentam a V edição. Afinal, não há Cultura sem cultura popular; não há povo que viva sem uma cultura que dê forma a essa vida.

Programa:

09h00

Abertura dos trabalhos. Inauguração da “IV Mostra de Livros sobre Cultura Ribatejana”; Apresentação pública do Livro de “Atas do IV Encontro de Cultura Popular do Ribatejo” – Presidente da Câmara Municipal da Barquinha e Coordenador do Fórum Ribatejo.

09h15

Homenagem póstuma ao Coronel Matos Gomes; Leitura de excerto do livro “Geração D: da ditadura à democracia”.

09h30

1.º Painel – Arnaldo Vasques – “O Ribatejo e a guerra civil de Espanha. Encontros de memória”; Manuel Sá – “Património Cultural Imaterial – aprendizagem e partilha, pela jovem associação cultural Vale de Santarém – identidade e memória”, José do Carmo Francisco – “Alguma poesia do Ribatejo“, Anabela Leandro Santos – “Shantarin – pelo olhar árabe. O carácter seminal da língua enquanto determinante de culturas”. Moderador Alves Jana.

10h50 – Debate

11h20 – Intervalo

11h30

2.º Painel – Clara Cabral – “O património Cultural Imaterial segundo a UNESCO”, Ana Saraiva – “Património Cultural Imaterial no “Ribatejo”: panorama e oportunidades à luz do Inventário Nacional”, João Soares e Sónia Pedro – “Semana Santa e festa do Bodo – património cultural imaterial”. Moderador Aurélio Lopes.

12h30 – Debate

13h00 – Almoço

15h00

3.º Painel – Carlos Trincão – “Tabuleiros de Tomar – uma festa do povo, pelo povo e para o povo”, António Matias Coelho – “Uma festa curiosa: do Semideiro a Tamazim, a Procissão da Lagartixa”, Aurélio Lopes – “Festas populares, institucionalizações e motivações patrimoniais”. Moderador Gabriela Rodrigues

16h10 – Debate

16h30 – 4.º Painel – Luís Duarte Melo– “Francisco Serra Frazão – etnógrafo e filólogo ribatejano”, Vítor Serrão – “Iconografia artística do Diabo no Ribatejo (séculos XV-XVIII)”, Ernesto Jana – “O território do Médio-Tejo entre o real e um mundo de         l lendas”. Moderador Luís Mota Figueira.

17h30 – Debate

18h00 – Sessão de encerramento: Vereadora da Cultura, Paula Pontes, e representante do Fórum Ribatejo.

Para mais informações contactar: gabriela.rodrigues@cm-vnbarquinha.pt. Ou através dos telefones: 249 720 358; 927 410 436; 966 765 309.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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