Abrantes conquistou a Bandeira Azul para dois espaços na albufeira de Castelo do Bode, uma para a praia fluvial de Fontes, que a recebe pela sexta vez, e em Aldeia do Mato, que hasteia o galardão pelo 14º ano consecutivo.
A praia de Bostelim, em Vila de Rei, repete o galardão que conquistou pela primeira vez em 2016, e a praia fluvial de Fernandaires conquistou este galardão pela terceira vez.
Em Mação, a praia fluvial do Carvoeiro é a recordista do Médio Tejo e hasteou a Bandeira Azul pela 18ª vez consecutiva. A estrutura é constituída por um paredão para contenção do caudal da ribeira, que resulta num enorme espelho de água que contempla também piscina para crianças.

Em Ourém, a praia fluvial do Agroal, zona balnear de águas terapêuticas que se situa na fronteira entre os concelhos de Ourém e Tomar, assinala o 8º ano seguido a receber o galardão. Aliás, foi no Agroal que decorreu este ano o primeiro hastear de Bandeira Azul em Praia Fluvial, a 7 de junho.

Portugal conta este ano com 440 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, mais oito que em 2023, tornando-se o segundo país do mundo com maior número de praias fluviais galardoadas, anunciou a Associação Bandeira Azul Europa.
O anúncio foi feito no Aquário Vasco da Gama, concelho de Oeiras, pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, que adiantou que esta época balnear hastearam a Bandeira Azul 398 praias, distribuídas por 103 municípios.
Uma praia distinguida com Bandeira Azul obedece a vários critérios, entre os quais a qualidade da água e espaço (ordenamento), segurança e serviços, vigilância e sensibilização das pessoas (educação ambiental).

O responsável considerou uma “boa notícia” o número de praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul “ter voltado a crescer”, apontando que nas praias se está “resvés para chegar às 400”.
José Archer destacou também o “contínuo crescimento das praias do interior”, admitindo que são “naturalmente muito mais sensíveis, mais difícil de atingir e manter”.
“Portugal destaca-se enormemente nas praias do interior. Somos, a nível mundial, o segundo país com mais praias de interior [fluviais], com 49, mais do dobro de Espanha e de Itália é um número que merece realce”, acrescentou.

Já em termos de praias costeiras, o responsável sublinhou que o número de praias da costa portuguesa com Bandeira Azul “está totalmente consolidado”, sublinhando que se vai “crescendo há medida que se vai conseguindo designar novas praias”.
Em relação à perda da Bandeira Azul, José Archer disse que todas as situações, em relação ao ano passado, tiveram em conta a qualidade da água, sendo que no caso da Zambujeira do Mar está relacionada com o impacto do festival de verão que decorre na localidade do sudoeste alentejano, no concelho de Odemira, distrito de Beja.
Nas praias fluviais “mais sensíveis”, acrescentou, basta “a montante haver algum acidente ou derrame e acaba por ter um impacto na qualidade da água”.
“São situações pontuais, que é uma pena porque acabam por ficar um ano sem poder hastear a Bandeira Azul, também é um alerta para o comportamento das pessoas que às vezes uma atitude imprudente leva a que o esforço de uma comunidade vá por água abaixo”, referiu.

A nível internacional, Portugal ocupa o segundo lugar no que diz respeito a embarcações ecoturísticas galardoadas, com 23, tendo sido igualmente distinguidas 19 marinas. Nestas duas categorias registaram-se mais duas distinções que no ano passado.
O primeiro hastear de Bandeira Azul em praia fluvial realizou-se no Agroal, Ourém, no dia 07 de junho.
Já a primeira marina onde foi hasteada a Bandeira Azul foi no Porto de Recreio da Calheta, na Madeira, no dia 31 de maio.
As praias costeiras e fluviais distinguidas estão distribuídas pelo Norte (89, mais duas do que no ano passado), Centro (48, mais uma), Tejo (75, menos uma), Alentejo (38, menos uma), Algarve (86, mais uma), Açores (45, mais uma) e Madeira (17, mais uma).
O Programa Bandeira Azul é um programa de educação para o desenvolvimento sustentável, promovido em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa, secção portuguesa da Fundação para a Educação Ambiental.
A época balnear de cada ano é definida em portaria, publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a definição da respetiva época, considerando-se até lá que, a nível nacional, decorre de 01 de maio até 30 de outubro.

A Praia Fluvial de Aldeia do Mato, que se encontra na margem esquerda do Rio Zêzere, em plena Albufeira de Castelo do Bode, no concelho de Abrantes, recebe pela 14ª vez a Bandeira Azul, depois de ter sido hasteada em 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023.
A Bandeira Azul vai ser hasteada também na Praia Fluvial de Fontes, equipamento que ostenta este galardão pelo sexto ano consecutivo, ou seja, desde que foi inaugurada em 2018. A praia fluvial de Fontes encontra-se logo após descer do lugar de Cabeça Ruiva. Tem piscina flutuante na água, apenas para adultos, embora tenha cerca de 1 metro e meio de profundidade.
Já a praia fluvial de Carvoeiro, no concelho de Mação, recebe esta distinção pela 18ª vez consecutiva, desde 2007, sendo a recordista da região do Médio Tejo.

A estrutura é constituída por um paredão para contenção do caudal da ribeira, que resulta num enorme espelho de água que contempla também uma piscina para crianças. Dispõe ainda de equipamentos complementares como os balneários públicos, um bar, Posto de Primeiros Socorros e uma zona coberta para refeições equipada com assadores.
A praia de Bostelim, em Vila de Rei, repete pelo nono ano o galardão que conquistara pela primeira vez em 2016. Situada perto da ponte sobre a ribeira do Bostelim, esta praia desenvolve-se em zona florestal montanhosa próxima da povoação de Cabeça do Poço, nas margens da Ribeira da Isna.

A praia fluvial de Fernandaires situa-se em Vila de Rei, e conquista pela terceira vez a Bandeira Azul. Rodeada por altas montanhas, densamente arborizadas com pinheiros-bravos e medronheiros e habitada por uma pequena povoação, a Praia Fluvial de Fernandaires apresenta aos seus visitantes uma extensa bacia de água, proveniente da barragem de Castelo de Bode.
Preservando a natureza pura que a envolve e devido à profundidade da água, este local é dotado de uma piscina flutuante (para adultos e crianças), assim como bar, balneários e zona de estacionamento. A frescura das sombras provenientes dos pinheiros oferece aos veraneantes a oportunidade de repousar ou até mesmo fazer campismo selvagem.

Em todo o distrito de Castelo Branco, são apenas três as praias fluviais a receberem esta distinção (Bostelim e Fernandaires, em Vila de Rei, e Açude do Pinto, em Oleiros).
A praia fluvial do Agroal conquista a Bandeira Azul pelo nono ano consecutivo. O Agroal, situado na freguesia de Formigais, concelho de Ourém, é um espaço privilegiado no troço médio do Rio Nabão, marcado pela paisagem natural e pela nascente que corre com abundância durante todo o ano.

As águas do Agroal são ainda bastante conhecidas pelas suas capacidades terapêuticas para problemas de pele. Conquista a Bandeira Azul pelo 9º ano consecutivo.
Exigindo um registo de qualidade da água “excelente” para os municípios apresentarem as suas candidaturas, o Programa Bandeira Azul divulga AQUI a lista das praias com Bandeira Azul em 2024.
Época balnear decorre entre maio e outubro e terá mais seis praias vigiadas
A época balnear deste ano terá mais seis praias balneares vigiadas, num total de 595, numa abertura progressiva que começou no feriado do 1.º de maio no concelho de Cascais e em alguns locais da Madeira.
Segundo uma nota do gabinete da ministra do Ambiente e Energia, em 2024 há um total de 664 praias balneares, também mais seis do que em 2023, sendo que as praias de banhos vigiadas por nadadores-salvadores são 595.
A época balnear de cada ano é definida em portaria publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a respetiva época, considerando-se até à publicação que a nível nacional a época balnear decorre entre 01 de maio e 30 de outubro. Entre essas datas, as câmaras municipais determinam quando se inicia e termina a época balnear no seu território, optando algumas por começar mais cedo e terminar mais tarde.
A portaria deste ano foi assinada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, para publicação em Diário da República (DR).
O número de praias de banhos pode aumentar desde que, entre as águas balneares identificadas na portaria, passe a estar assegurada pelos concessionários e entidades a assistência a banhistas durante a época balnear, adianta a nota governamental.
A abertura da época balnear será progressiva, com início a de maio nas águas balneares do concelho de Cascais e em algumas da Região Autónoma da Madeira, passando a 15 de maio para o concelho de Albufeira.
Em 01 de junho abre na maioria das águas balneares no centro e sul do país e a 15 do mesmo mês, juntam-se-lhes a maioria das do norte.
Nas águas interiores, o início da época balnear vai ocorrendo entre junho e julho.
O documento do ministério explica que, tal como na abertura, também o encerramento da época balnear será progressivo a partir do fim de agosto e prolonga-se até 31 de outubro, com o fecho das últimas águas balneares localizadas na Região Autónoma da Madeira.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) realizará durante toda a época balnear análises para avaliar se a qualidade das águas balneares se encontra apta para a prática de banhos.
A Autoridade Marítima Nacional terá no terreno um dispositivo com 27 estações salva-vidas, mais de três dezenas de embarcações e 25 motas de salvamento marítimo, além de quatro dezenas de viaturas e diversos outros meios ao abrigo dos projetos Seawatch, Praia Saudável e Praia Segura, com o envolvimento da Polícia Marítima.
A aplicação “Info Praia” está este ano novamente ativa para facilitar, em qualquer local e de forma rápida, o acesso à informação atualizada sobre as águas balneares.
O presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, defendeu o alargamento do período oficial de vigilância balnear, considerando que idealmente deveria abranger todos os fins de semana com bom tempo, para reduzir o número de acidentes, alerta que tem sido subscrito também pela Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores.
C/LUSA

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