A banda, que nasce em Tramagal e convida a uma viagem diferente pelos trilhos da música portuguesa, é composta por Jorge Cardoso (guitarrista), Tozé Santos (percussionista), André (bateria), João Paulo (baixo), Carlos Pinto (teclista) e Francisca Correia (na voz).
O meiotejo.net assistiu à preparação da gravação do videoclip, nas instalações do Teatro Tramagalense, numa iniciativa que visa promover a banda na televisão, redes sociais e outras plataformas, e falou com Jorge Cardoso, guitarrista da banda e um dos mentores do projeto, com Francisca Correia, a vocalista do grupo, e com Rogério Caixinha, o responsável pela imagem e promoção de um projeto musical que teve um primeiro concerto de apresentação nas “Noites Jovens” em Tramagal, em julho de 2023.

ÁUDIO | JORGE CARDOSO, FRANCISCA CORREIA, ROGÉRIO CAIXINHA:
Quem são os ‘Arco da Velha’, que projeto é este e como se apresentam?
Jorge Cardoso – O Arco da Velha, basicamente, é um conjunto de amigos que se juntaram para fazer uma recolha de música portuguesa que vai desde a nossa querida Amália, a músicos como Pedro Abrunhosa e outros mais contemporâneos. O que tentamos fazer é dar uma nova vida a esses temas, alguns dos quais não foram singles ou são assim tão conhecidos, mas que têm um potencial enorme. Portanto, dar-lhes essa roupagem, dar-lhes essa nova vida, é também dar a conhecer esses temas às novas gerações de uma outra forma.
Como começou este projeto musical?
Este grupo já começou com outra formação, há alguns anos. Entretanto, a partir daí… há cerca de três anos, formámos os Arco da Velha, em plena pandemia. Com a chegada da pandemia fomos compondo no estúdio, fomos compondo na mesma, fomos trabalhando os arranjos dos temas para agora podermos finalmente ir para a estrada com as músicas e com a parafernália de surpresas que temos.
A gravação deste videclip significa que agora é a altura de ir para a estrada?
Sim, o motivo pelo qual estamos agora a fazer este trabalho de videoclipe, gravações e tudo perfeitinho, é justamente para preparar o verão que aí vem e podermos levar esta nossa mensagem, se é que lhe podemos chamar assim, a toda a gente e a quem gosta de música portuguesa.
Estão a aceitar convites para percorrer o país? O que as pessoas vão poder encontrar em palco?
Tudo, de norte a sul e ilhas. Para já vão revisitar temas que conhecem perfeitamente de sempre, com outra roupagem musical, com uma outra abordagem, sendo sempre fiel àquilo que devem ser os princípios de manter o autor e quem escreve no fundo, mas dar esse prazer às pessoas de reouvirem outros temas e se calhar criar novas memórias a partir destes temas agora.
E porquê gravar o videoclip no Teatro Tramagalense?
O motivo é óbvio. É a nossa terra, temos muito orgulho nela. As pessoas que compõem a banda nem todas são do Tramagal, mas todas têm este carinho pela terra. É a partir daqui que se constrói para outros lados.
O ano passado deram um primeiro concerto. Foi como que uma apresentação?
Houve uma apresentação ao vivo, no ano passado. Estávamos ainda a experimentar, no fundo, o formato, porque nós queremos tornar o momento especial e estivemos a tentar ali desenhar o que seriam os próximos concertos. Foi muito útil e foi ótimo tocar no Tramagal, claro.
Já há datas para o ciclo de concertos que aí vem?
Não, ainda não podemos adiantar nada. Há já muitos contactos feitos, mas ainda não podemos adiantar porque ainda não está tudo fechado.
E a Francisca Correia, muito ligada a fado, é a nova vocalista dos Arco da Velha…
A Francisca é fantástica. Por um lado, já tem um know how, já cresceu dentro da música portuguesa, do fado nomeadamente. E depois tem um outro lado, que é um lado muito mais rock, muito mais contemporâneo… uma visão diferente até em relação se calhar ao clássico, de facto. Tem uma voz fantástica, interpreta super bem, é maravilhosa.

Francisca, o que te levou a aceitar integrar este projeto musical?
Francisca Correia: Um novo desafio, um bocadinho isso. Eu já tenho outros projetos e surgiu um convite. E porque não experimentar? E desde aí, estou a gostar muito.
E como foi a tua reação a estas sonoridades e ao grupo de músicos?
Ouvi, conheci o projeto, depois vim experimentar mesmo com os músicos… gostei logo muito das pessoas que integravam a banda e a partir daí torna-se tudo muito mais fácil e sim, estou a gostar muito.
O projeto incide na música portuguesa e também o fado continua presente?
Sim, o fado anda sempre um bocadinho atrás de mim, mas agora estou mais virada para esta vertente.

Rogério, o que se pretende com este videclip que estás a gravar para os Arco da Velha?
Rogério Caixinha – O objetivo será a promoção do projeto, em termos de televisão e essas coisas assim… plataformas digitais, tudo o que envolve promoção.
E com a tua experiência musical, como vês este projeto e o que te levou a aceitar?
É assim, o projeto foi-me apresentado pelo Tó Zé e pelo Jorge, ao qual eu achei imensa piada ao projeto e então, depois desse meu interesse, achei que sim, que este projeto tem pernas para andar e que pode fazer uma cena muito engraçada no mundo da música portuguesa, em que não existe este tipo de ideia. E sim, tenho toda a confiança de que eles irão fazer qualquer coisa de muito engraçado no mundo musical.
O que é se pode esperar dos espetáculos ao vivo e em estúdio?
Músicas portuguesas, que são transformadas ao jeito mesmo do Arco da Velha. Vai ser uma surpresa engraçada, o povo vai gostar. Vai funcionar sempre, de todas as formas, cinco estrelas.
E quando é que podemos assistir ao videoclip e ao concerto de estreia?
Isso agora vai ficar nos segredos dos deuses, mas vai ser para bem breve.

Gostei do trabalho jornalistico da meidotejo.net, principalmente essa matéria sobre a banda Arco da Velha. Foram criativos apresentando uma roupagem musical do fado.