DGS recomenda medidas de proteção contra o calor. Foto: DR

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo está a recomendar um conjunto de medidas de proteção dos efeitos negativos do calor intenso, como evitar exposição às altas temperaturas, hidratação e atenção aos grupos mais vulneráveis. O tempo quente, perto dos 40 graus, vai manter-se na região, pelo menos, até segunda-feira. A Proteção Civil também alerta para o aumento do risco de incêndio rural devido ao calor.

A ULS Médio Tejo relembra que a exposição ao calor intenso pode ter efeitos negativos na saúde, nomeadamente desidratação, cãibras, esgotamento pelo calor, golpes de calor entre outras complicações que podem ser evitadas. A reação de cada pessoa à temperatura e os seus efeitos na saúde podem ser diferentes. As crianças, os doentes crónicos e as pessoas idosas são particularmente vulneráveis.

Face à previsão de tempo quente, a ULS recomenda a adoção de medidas de proteção adicionais contra o calor, aconselhando a população a procurar ambientes frescos e arejados, ou climatizados.

Recomenda igualmente a população a aumentar a ingestão de água ou de sumos de fruta natural sem açúcar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, assim como a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11:00 e as 17:00.

O uso de roupa solta, opaca e que cubra a maior parte do corpo, de chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção ultravioleta e evitar atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente desportivas e de lazer no exterior, são outras das medidas de proteção adicionais recomendadas.

A ULS recomenda ainda que se escolha as horas de menor calor para viajar de carro e pede “atenção especial” aos grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas.

Outro dos alertas é para que não deixe animais de estimação no carro “estacionado”, pois eles também podem desenvolver doenças relacionadas com o calor.

Caso seja necessário contacte o SNS 24 – 808 24 24 24 ou em caso de emergência não hesite em contactar o 112.

Proteção Civil alerta para aumento do risco de incêndio rural devido ao calor

A Proteção Civil também já alertou para o risco de incêndio muito elevado no interior Norte e Centro e no Algarve devido ao aumento da temperatura, com a possibilidade de atingir valores próximos dos 40°C.

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para a possibilidade de as temperaturas máximas atingirem “valores próximos dos 40°C e, pontualmente, os 42ºC”.

Além do calor, prevê-se também um cenário de humidade relativa do ar inferior a 30% com fraca recuperação noturna e de aumento da intensidade do vento a partir de segunda-feira.

A Proteção Civil alerta, por isso, para um perigo de incêndio rural muito elevado a máximo nas zonas interior Norte e Centro e no Algarve, sendo expectáveis “condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como, o aumento da dificuldade das ações de supressão”.

Como medidas preventivas, a ANEPC recorda a proibição de queimadas extensivas sem autorização e, em dias de risco de incêndio muito elevado ou máximo, de queimas de amontoados sem autorização ou comunicação prévia.

As autoridades recomendam ainda “especial cuidado na circulação e permanência junto a áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte”.

Nos dias de maior risco de incêndio, é ainda proibido utilizar fogo para a confeção de alimentos em todo o espaço rural, exceto fora das zonas criticas e locais devidamente autorizados, fumigar ou desinfestar em apiários exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas, e usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores.

A ANEPC recomenda a “adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio rural, nomeadamente a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, de acordo com a legislação em vigor, e tendo especial atenção à evolução do perigo de incêndio neste período”.

Quanto à proteção contra o calor, recorda a importância da ingestão de água, pelo menos 1,5 litros/dia ou equivalente a 8 copos, da aplicação de protetor solar com fator superior a 30, a cada duas horas, da utilização de chapéu e roupas claras, largas e frescas, refeições leves e frescas, com especial atenção com doentes crónicos, crianças e pessoas idosas.

c/Lusa

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