O PS de Torres Novas apresentou na sexta-feira, 22 de setembro, todas as suas listas às autárquicas de 1 de outubro, assim como as linhas gerais do seu programa eleitoral. Entre os “desafios” que o candidato à Câmara, Pedro Ferreira, coloca para os próximos anos encontra-se a aquisição de um conjunto de edifícios privados: a Fiação e Tecidos de Torres Novas, o Armazém dos Lourenços, a antiga sede da Sópovo, o antigo cinema de Riachos e o mercado de Riachos.
O jantar de campanha do PS de Torres Novas reuniu no Palácio dos Desportos cerca de 700 apoiantes. Na ocasião esteve também presente o secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches, e o líder da distrital do PS, António Gameiro.
Concorrem às juntas de freguesia pelo PS: Pedro Morte (Santa Maria, Salvador e Santiago), Júlio Clérigo (São Pedro, Lapas e Ribeira Branca), Manuel Júnior (Brogueira, Parceiros de Igreja, Alcorochel), Helder Rodrigues (Olaia e Paço), José Conde (Assentis), Alfredo Antunes (Chancelaria), Lígia Santos (Meia Via), Paulo Simões (Pedrógão), José Júlio (Riachos) e João Cassis (Zibreira).

Em representação dos candidatos a presidentes de junta, Júlio Clérigo lembrou serem eles a base de toda uma estrutura que é o edifício nacional. “O edifício nacional é construído por 3092 presidentes de junta”, referiu. “Viva o poder local”, terminou.
Concorrem à Assembleia Municipal pelo PS: José Trincão Marques, Manuel Filipe, Maria da Luz Lopes, Mário Mota, Francisco Dinis, Soraia Vieira, Nuno Carpentier, Nuno Lopes, Rita Morte, Armando Rodrigues, João Trindade, Telma Martinho, António Vieira, Manuela Sá, João Cerqueira, Flávia Cabaço, Vânia Dias, João Pacheco, Abílio Batista, Susana Rodrigues e Rogério Rosa.
No seu discurso, José Trincão Marques elogiou o trabalho de Pedro Ferreira, salientando que “não há outro candidato que conheça tão bem o concelho”. Frisou também a “sensibilidade ambiental” do autarca, definindo-o como um “ambientalista”. “Pedro Ferreira tem desenvolvido todos os esforços para resolver a poluição no rio Almonda”, afirmou.
Concorrem à Câmara Municipal: Pedro Ferreira, Luís Silva, Elvira Sequeira, Joaquim Cabral, Carlos Ramos, Sónia Sousa e Maria Luís.

Pedro Ferreira começou por frisar as potencialidades de Torres Novas, no centro do país, e o trabalho que tem sido realizado em conjunto com os municípios adjacentes. “Sabemos o que valemos, a experiência que temos”, defendeu, salientando a necessidade do debate construtivo.
O autarca e atual presidente da Câmara de Torres Novas lembrou também o trabalho desenvolvido ao nível da redução da dívida e das obras no parque escolar e nas antigas praças da cidade torrejana. Destacou ainda que o “Parque Almonda era um cancro que se podia instalar em Torres Novas”, razão pela qual se optou por pagar de imediato toda a dívida, apesar de muito elevada. “Antecipámos 20 anos”, frisou.
Sobre a poluição afirmou ser um problema “complexo, que vai ser resolvido”. “Não vale a pena inventar que o saneamento está mau, (pois) não há poluição no resto do concelho”, destacou.
Nos desafios para o próximo mandato, Pedro Ferreira deixou a proposta de compra de edifícios privados, nomeadamente a Fiação e Tecidos, estrutura devoluta para a qual já existe negociação. Mas na lista de aquisições o autarca colocou ainda o Armazém dos Lourenços, que está na posse de um banco, para a instalação de um Museu Etnográfico. Em Riachos há o desejo de poder adquirir o Mercado, a sede da Sópovo e o antigo cinema.
