O Bloco de Esquerda de Tomar apresentou no sábado, 8 de abril, o independente Luís Carlos Santos como candidato à Câmara e Maria da Luz Lopes como cabeça de lista à Assembleia Municipal. A apresentação oficial destas candidaturas autárquicas decorreu na Sociedade Nabantina, num evento com bastante público e onde estiveram presentes os deputados da Assembleia da República, Carlos Matias e Mariana Mortágua.

Luís Santos, Mariana Mortágua, Filipe Vintém, Maria da Luz Lopes e Carlos Matias Foto: mediotejo.net

Luís Carlos Santos, 50 anos, é enfermeiro e exerce no Centro de Saúde de Ferreira do Zêzere e Maria da Luz Lopes tem 59 anos e trabalha no Convento de Cristo. No arranque dos discursos foi frisado por Filipe Vintém, atual eleito na assembleia municipal, que o “Bloco de Esquerda apresenta-se a estas eleições com vontade de trazer soluções para o nosso concelho que precisa de sair do marasmo das últimas duas décadas”, acrescentando que serão apresentadas soluções viáveis e dentro dos orçamentos possíveis.

Carlos Matias, deputado eleito pelo Círculo de Santarém, destacou as qualidades dos candidatos que estavam a ser apresentados.  “Todos conhecem a sua capacidade de trabalho, a sua entrega às causas em que se envolvem na defesa de valores e de bem-estar do povo, à sua participação cívica. São pessoas conhecidas em Tomar por boas razões pelo que é um orgulho para o Bloco de Esquerda terem aceite o convite para dar a cara por esta candidatura”, disse, acrescentando que o confronto eleitoral vai ser duro mas com empenho as dificuldades serão ultrapassadas.

“O concelho de Tomar tem vindo a ser enfraquecido a nível é preciso encontrar outras formas de reforçar o sector económico de Tomar. O Turismo é uma linha de força importante de Tomar que tem um riquíssimo património construído que tem que ser valorizado e render alguma coisa a quem cá vive”, disse.

Os candidatos do Bloco contaram com o apoio da deputada Mariana Mortágua Foto: mediotejo.net

Maria da Luz Lopes referiu que considera de extrema importância o trabalho desenvolvido na assembleia municipal, pedindo aos eleitores que deem mais voz ao Bloco. “Sinto que há alguns indicadores positivos, que as pessoas querem encontrar soluções. É preciso a vontade de todos para conseguir dar a volta à situação. Os anos passam e as pessoas abandonam a cidade”, referiu. Maria da Luz Lopes refere que o Bloco de Esquerda não tem “medo nenhum” de abrir as suas listas às pessoas que não são do seu partido, referindo que é do Bloco há apenas um ano mas que sempre deu o seu contributo, deixando como única promessa a defesa dos interesses da população.

Público encheu a Sociedade Nabantina neste sábado, 8 de abril Foto: mediotejo.net

Luís Santos ficou agradado com a presença de um vasto leque de amigos que se disponibilizou para ouvir as linhas da sua candidatura, revelando que aceitou de imediato o convite do Bloco para ser candidato à Câmara Municipal. “A nossa cidade tem tomado um rumo que não é o que queremos. Temos que apresentar outras propostas para que Tomar seja reencaminhado de outra maneira”, disse, recordando que foi há cerca de 16 anos que começou esta caminhada com o Bloco, como candidato à Junta de Freguesia Urbana.

“As ideias e os projetos de há 16 anos continuam atuais e por cumprir. Sinto-me herdeiro e continuador desses ideias”, disse, acrescentando que a sua candidatura pretende estimular o debate em torno da cidadania assumindo a democracia participativa como um caminho a seguir. Apresentou a ideia de se avançar com a constituição de uma estrutura independente das querelas e interesses partidário, que poderia ser designada como Conselho Geral de Tomar. “Somos apelidados de utópicos mas algumas das nossas ideias foram usadas nos sucessivos executivos tal como os Transportes Urbanos de Tomar, a Universidade Sénior ou o Provedor do Munícipe”, elencou.

Luís Santos referiu algumas das suas linhas programáticas e que passam por “ganhar centralidade, promover a produção local, assumir a dimensão turístico-cultural como alavanca para o desenvolvimento sustentável, criação de emprego, reabilitação da economia e comércio local, revitalizar o centro histórico. São estes os valores que nos iremos debater na certeza que teremos as melhores ideias e pessoas”.

A intervenção final coube a Mariana Mortágua que explicou porque é que, cada vez mais, se deve votar no Bloco de Esquerda. “O Bloco concorreu às últimas legislativas com o slogan “Gente de verdade para fazer a diferença”. É muito mais do que um slogan. São expressões que fazem sentido porque o Bloco é feito de gente de confiança, de verdade, competente e capaz de apresentar as propostas mais diversas. Não desistimos e não temos medo de denunciar ou confrontar o poder, conseguindo fazer a diferença a nível nacional”, disse.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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