Sob o lema “Sem cores, nem partidos…simplesmente unidos”, o Movimento Independente da Freguesia de Rio de Moinhos (MIFRM), no concelho de Abrantes, apresentou no cais de acostagem junto ao rio Tejo a lista candidata às eleições autárquicas a realizar no dia 1 de outubro. Rui André, atual presidente de junta, eleito em 2013 pelo PSD, deixou os partidos políticos e decidiu avançar para uma recandidatura com uma lista de independentes. Na apresentação pública dos projetos e dos 25 membros da lista, na sexta-feira, não passaram despercebidas as presenças de dirigentes de vários partidos políticos, como Margarida Togtema, António Lopes e Elza Vitório (PSD), José Vasco Matafome, presidente da distrital do CDS-PP e candidato à Câmara de Abrantes, e ainda de Santana-Maia Leonardo, ex-vereador do PSD, hoje retirado da vida partidária mas amigo pessoal do candidato dos tempos de vereação.

No final de uma tarde de calor e perante cerca de meia centena de pessoas, Rui André, 46 anos, técnico superior de reinserção social, apresentou a equipa, disse que João Domingos, 45 anos, e Sónia Pacheco, de 33, são os seus braços direitos para a governação da freguesia, a par de João Paulo Rosado, mandatário financeiro, falou dos projetos desenvolvidos desde 2001 e a implementar, e explicou aos jornalistas que avançou para um projeto político independente pela necessidade de se “desvincular” do partido que o apoiou em 2013 [PSD], lembrando que em novembro último, em posição pública, afirmou ser necessário “respeitar as ideias, os timings e saber dar alguma liberdade às pessoas”.

Tal não terá acontecido pelo que, afirmou, “fomos encostados à parede e obrigados a desligar da máquina partidária e também a não concorrer por outros [partidos]. Outros convites foram feitos, mas quisemos, em conjunto, avançar sozinhos”, afirmou Rui André, tendo lembrado que a equipa é composta por um conjunto de personalidades de vários quadrantes políticos, num trabalho que começou em 2001, então com Manuel Pires como presidente, e onde o grupo “pouco mudou”, tendo alternado a presidência da junta [2005 a 2009 e 2013 a 2017] com João Paulo Rosado [2009 a 2013], tendo, no entanto, salientado que “há um caminho a fazer”, em termos de candidaturas independentes.
“Há um caminho a fazer porque as pessoas estão sempre habituadas a votar num símbolo e num partido. Temos de mostrar às pessoas se quiserem um trabalho diferente terão de votar naquele “barco” [símbolo da freguesia] onde toda a gente cabe e é precisa”, disse, tendo afirmado que nas próximas eleições são um “combate decisivo pelo futuro da freguesia”, para “fazer história”, e mostrar que é possível ganhar com um projeto desenhado para “juntar as pessoas e mostrar aquilo que são e que querem fazer para ajudar a sua terra”.

“Os partidos políticos são fundamentais para o desenvolvimento de uma democracia mas somente quando está livre de preconceitos e interesses …desde a revolução, que os partidos políticos trabalham da mesma forma e alimentam cada vez mais as cunhas, as amizades e procuram servir-se e não servir a causa pública. Nisto tudo há exceções e tenho muitos amigos na política (todos os quadrantes políticos) ”, afirmou, tendo defendido que “a forma de fazer política tem de voltar as bases … à origem da sua existência … que são as pessoas … as verdadeiras pessoas que vivem nos locais, nas aldeias, nos lugares mais escondidos” , tendo reiterado o slogan que anima a candidatura: “Sem cores nem partidos, simplesmente unidos”.
Rui André apresentou uma súmula dos trabalhos desenvolvido nos últimos anos, numa lógica de “o que somos, de onde vimos, para onde vamos”, tendo referido que “o programa eleitoral está em aberto”, aguardando “colaboração e ideias de fregueses”, mas com linhas gerais onde se incluem o alargamento do cemitério de Amoreira, a conclusão da estrada do Cais (em calçada), o PDM urbano – em 2018 (acompanhar o seu desenvolvimento e aprovação e apresentar ideias), o prédio de Lisboa – aguardar conclusão e orientar benefícios para o desenvolvimento da freguesia, SMAS – substituição de ramais e da conduta dos restantes locais da freguesia, arranjar sede social de Rio de Moinhos (melhorar as condições e adaptá-la as diversas atividades da freguesia tornando-o multifuncional), museu local (moinho vivo), GAS (Gabinete de Apoio Social), melhorar a oferta cultural na freguesia (realização de parceria e envolver todas as associações da freguesia), dinamizar a Comissão Social da Freguesia de Rio de Moinhos, apoio à comunidade escolar e encontrar forma de cativar mais alunos, e melhoria das habitações devolutas através de sensibilização doas seus proprietários, entre outros projetos a desenvolver nas próximas semanas, ouvindo a população.

Lista:
EFECTIVOS
Rui André, 46 anos, técnico superior de reinserção social
João Domingos, 46 anos, afinador de máquinas de injeção de plásticos
Sónia Pacheco, 32 anos, desempregada
Manuel Dias, 55 anos, oficial público
Nuno Lopes, 40 anos, operador fabril
Raquel Marques, 30 anos, educadora social
Marcelo Pereira, 25 anos, operador agrícola
Sónia Silva, 42 anos, cabeleireira
Cristina Botas, 35 anos, animadora educativa e sociocultural
SUPLENTES
Cláudio Garrinhas
Daniela Ferreira
João Dono
João Luís André
Susana Gaspar
André Jacinto
Manuel Pires
Catarina Assunção
José Pedro
João Paulo Rosado
Cláudia Ferreira
Rui Pedro
Eduardo Bexiga
Filomena Sousa
António Pedro
Guilhermino Pedro
MANDATÁRIO DA CANDIDATURA
João Domingos
MANDATÁRIO FINANCEIRO
João Paulo Rosado
