A coligação PSD-CDS apresentou no sábado, 5 de agosto, o seu programa eleitoral. Entre as medidas que mais se destacam encontram-se a criação de um cheque-bebé, a substituição de parte da frota automóvel da Câmara por veículos elétricos, a criação de uma Start Up Ourém, a implementação de um Orçamento Participativo (OP) e estímulos à criação de três mil postos de trabalho. Os dois partidos pretendem também criar um Observatório do Turismo para estudar o turismo do concelho e definir uma estratégia coerente de investimento. “Um programa ambicioso e muito discutido ao longo dos últimos meses”, como considera o candidato Luís Albuquerque que afirmou ainda ser “sobretudo um programa de governo”.
“Queremos mudar Ourém e vamos mudar Ourém”, frisou Luís Albuquerque para uma plateia no edifício dos Monfortinos, em Fátima. “O concelho precisa de mudar depressa e encontrar o rumo certo”, referiu, salientando que se apresentava sobretudo “um programa de governo”.
O programa eleitoral foi apresentado por Carina João e Natálio Reis e assenta em quatro eixos: Cultura e Coesão Social, Território e Regeneração Urbana, Competitividade e Empreendedorismo, Cidadania e Participação Autárquica. O pequeno manual entregue à entrada da sessão apresenta um conjunto de reformas e medidas que a coligação Ourém Sempre pretende implementar nos próximos quatro anos, se vencer as eleições de 1 de outubro.
Logo à partida estão os apoios à natalidade, por forma a estimular a fixação de população. O objetivo, resumiu Carina João, é atribuir um cheque-bebé a todas as crianças até aos três anos, consoante o escalão socioeconómico da família (o apoio está estimado entre os 500 e 800 euros, até ao montante global correspondente a 2% do orçamento camarário). O manual entregue aos presentes refere ainda um auxílio monetário, incluindo cabazes, mobiliário infantil ou equipamentos de retenção em viaturas às famílias carenciadas e numerosas. Pretende-se ainda o alargamento de horários nos estabelecimentos de ensino pré-escolar.
Melhoria da rede de transportes escolares, criação de uma carta desportiva municipal e um novo regulamento de atribuição de subsídios são outras das medidas sugeridas. Há ainda apoios previstos para estimular o empreendedorismo jovem , sendo a criação de uma Start Up Ourém um dos meios calculados para esse efeito. “Construir um edifício onde se possam instalar incubadoras. Queremos fazer uma coisa diferente”, frisou Natálio Reis, “devolver movimento a Ourém”. Captar 3 mil novos empregos é um dos grandes objetivos da coligação.
O PSD-CDS quer ainda apostar na eficiência energética, com instalação de postos de abastecimento elétrico e a renovação parcial da frota automóvel municipal por carros elétricos. Apostar numa “Ourém cidade jardim” é também uma ambição da coligação.
No âmbito da proteção civil quer olhar-se para a floresta, criando um gabinete florestal. Concluir a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), alargar o saneamento, facilitar a instalação de empresas em Ourém, delegar mais competências nas juntas de freguesia, melhorar a rede wi-fi, rever os critérios do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) são outras das propostas.
Natálio Reis adiantou ainda a criação de um Observatório do Turismo, para que se realize por fim um estudo estruturado que permita conhecer o turismo de Fátima e definir “uma estratégia coerente”.
Outra novidade é o lançamento de um OP, à semelhança do que tem sido feito em muitos concelhos a nível nacional. Prevê-se também a criação de aplicações (apps) onde o cidadão possa colocar os seus problemas e ver as contas da Câmara de Ourém a cada três meses.
Na interação com o público foi referido a necessidade de voltar a estabelecer boas relações com o Santuário de Fátima. “O Santuário de Fátima é uma peça fundamental no desenvolvimento de Fátima”, referiu Luís Albuquerque, referindo que já teve reuniões com o Reitor e que se o PSD-CDS vencer as eleições haverá uma mudança de posicionamento em relação à instituição religiosa.
