Joaquim Henriques, Silvestre Pereira, Fernanda Asseiceira e Jorge Justo na apresentação do programa eleitoral, em 2017. Foto: mediotejo.net

A candidata socialista e atual presidente de Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, apresentou na terça-feira, 19 de setembro, o seu programa eleitoral para as autárquicas de 1 de outubro. Um documento extenso onde não se esquece o trabalho já desenvolvido, mas onde também são apresentados vários planos para os próximos quatro anos. No seu discurso, Fernanda Asseiceira começou por reivindicar o regresso das 10 freguesias assim que o tema voltar a discussão pública. Adiantou também que o Plano Diretor Municipal (PDM) deverá estar revisto até final do ano.

“Não partimos de um ponto fácil”, começou por afirmar Fernanda Asseiceira, lembrando o trabalho de redução de dívida dos últimos oito anos. Após uma breve intervenção de Joaquim Henriques, presidente da Câmara nos anos 70 e 80 e “símbolo” da candidatura, o mandatário, Jorge Justo, e o cabeça de lista à assembleia municipal, Silvestre Pereira, saudaram também eles o comprometimento dos que concorrem nas listas socialistas às eleições autárquicas. “Cada vez mais as gestões autárquicas têm que ser feitas com a colaboração dos cidadãos”, referiu Silvestre Pereira.

Sede de campanha encheu para ouvir apresentação do programa eleitoral. Foto: mediotejo.net

“Falamos com a verdade dos factos e a verdade dos números”, retomou Fernanda Asseiceira, afirmando o seu compromisso com a “verdade” e o “respeito” para com as outras candidaturas. Referiu assim que apresenta “propostas exequíveis” e “sem medidas populistas”.

A primeira intenção que deixou foi a luta por devolver as 10 freguesias a Alcanena. O Governo já prometeu que devolveria o debate sobre a reorganização administrativa às assembleias municipais após as autárquicas e é objetivo de Fernanda Asseiceira voltar às anteriores delimitações. A aposta vai ainda para a manutenção da sustentabilidade financeira do município.

Fernanda Asseiceira anunciou também que a revisão do PDM deverá estar concluída até final de 2017. Em todas as freguesias, afirmou, “há mais espaço para habitação”, assim como para atividades económicas.

O programa engloba um conjunto de propostas para estudar e apoiar várias áreas da vida do município, tais como a criação/reanálise de: Conselho Estratégico Municipal, Observatório Ambiental, Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo, Plano Estratégico Educativo Especial, Plano Municipal para a Cidadania e Igualdade de Género, Gabinete de apoio à reabilitação urbana, Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade e Mobilidade, Plano Municipal de Sinalética, Plano de Requalificação da Rede de Águas, Plano Municipal de adaptação às alterações climatéricas, Plano Municipal de Eficiência Energética.

A autarca pretende continuar com várias das medidas sociais que já marcaram o anterior mandato, como o Cabaz Bebé Feliz, e avançar com projetos de obras já aprovados, como o quartel da GNR ou o Centro Escolar de Alcanena. É ainda proposto reavaliar os preços dos lotes da Zona Industrial de Minde e isentar a 100% de taxas a quem se queira instalar. O programa inclui ainda a conclusão do Museu do Curtume, que já possui um conjunto de parcerias científicas, alargamento do saneamento básico e recuperação ambiental de pedreiras.

Fernanda Asseiceira terminaria o seu discurso a referir que “o período eleitoral é um período que me cativa”, por ir ao encontro das pessoas.


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Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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