O Partido Socialista apresentou este sábado, em Abrantes, as seis prioridades estratégicas que tem para o concelho. São elas: valorizar as pessoas, incluir todos, fomentar o investimento, defender o território, promover a reabilitação e aperfeiçoar a governação. No apoio à candidatura Maria do Céu Albuquerque contou com a presença do Ministro Adjunto de Portugal, Eduardo Cabrita, na qualidade de dirigente nacional do PS.

Passaram oito anos desde que o Partido Socialista apresentou a sua Agenda Política para um novo ciclo de governação municipal. Abrantes Comunidade Mais Viva, um documento para doze anos e que segundo a cabeça de lista à Câmara Municipal, Maria do Céu Albuquerque, “volta a orientar” a intervenção socialista por mais um mandato de quatro.

Assim, na expectativa de “manter os cinco mandatos” o Partido Socialista apresentou, este sábado, no Luna Hotel, em Abrantes, o seu programa político a ser sufragado no próximo dia 1 de outubro nas eleições autárquicas.

Maria do Céu Albuquerque explicou que o programa eleitoral assenta em duas premissas: a primeira “ter como instrumento de referência a Agenda 2030 da ONU para o crescimento sustentável”. A segunda remete para o atual quadro comunitário que “está a meio, não negociado pelo PS mas que faz um esforço brutal para o colocar ao serviço da economia portuguesa e dos portugueses” e é nessa senda que os socialistas apresentam o alinhamento do programa.

Com a condição de “acompanhar o próximo quadro comunitário” no pós 2020, considerado pela candidata socialista “determinante para o sucesso das políticas locais”.

E são seis as prioridades estratégicas que a Agenda Política do PS assume para o mandato de 2017-2021: valorizar as pessoas e consequentemente melhorar a sua qualidade de vida; incluir todos no reforço da coesão social; fomentar o investimento para gerar mais oportunidades profissionais; promover a reabilitação no sentido de dar nova vida aos espaços urbanos; defender o território utilizando os recursos de forma sustentável; e aperfeiçoar a governação envolvendo a comunidade.

O programa eleitoral socialista promete a promoção de uma ambiente educativo de excelência tendo como prioridades, por exemplo, a instalação do Centro Escolar de Abrantes, a requalificação da Escola Básica de Alvega e a requalificação da Escola Básica/JI das Mouriscas. Promete também um reforço da acessibilidade aos cuidados de saúde onde se contam como prioridades a conclusão da construção da USF do Rossio ou o apoio à implementação de unidades móveis para a oferta de cuidados de saúde.

Para melhorar a qualidade de vida das pessoas está ainda pensado o enriquecimento das práticas culturais, desportivas e de lazer sendo prioritária a criação da Oficina da Cultura, um espaço de incubação e desenvolvimento de projetos culturais ou ainda a continuação da instalação de Parques Intergeracionais nas freguesias.

Para promover o envelhecimento ativo e saudável o PS quer alargar o serviço de teleassistência sénior, implementar um projeto piloto de aplicação móvel direcionado para o envelhecimento ativo, promoção de saúde e combate ao isolamento social ou ainda implementar o Cartão Sénior Municipal.

Na mitigação de situações de elevada vulnerabilidade social o programa eleitoral do PS promete expandir o parque municipal de habitação social, continuar a implementação do Plano Municipal de Promoção da Acessibilidade (RAMPA) e consolidar a atividade da Rede Especializada de Intervenção na Violência de Abrantes (REIVA).

Outra das promessas prende-se com a dinamização de processos de inovação social que apresenta como prioridades, por exemplo, a criação do Portal da Rede Social de Abrantes ou ainda a criação e dinamização da Bolsa de Ideias e Projetos de Inovação Social.

Haverá igualmente um reforço da capacidade de atração de investimento onde se inclui a requalificação do Parque Industrial de Abrantes. A promoção do empreendedorismo e da criação de emprego onde será implementado o Programa de Apoio ao Arrendamento ou a criação de Centro de Competências para a investigação no uso inteligente de energia.

Para a materialização do potencial turístico, entre outras prioridades o Edifício Carneiro será requalificado para a instalação do Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida, também a Fortaleza/Castelo e Jardim serão requalificados bem como o apoio à requalificação da Pousada da Juventude em Abrantes.

Na conservação e reabilitação do parque edificado será implementado o Plano Diretor Municipal que se encontra em fase final e permite reabilitar quer a cidade quer as aldeias, aumentando a zona de construção quer em altura quer em largura. Outra aposta passa pela implementação de um projeto piloto de habitação a custos acessíveis no Centro Histórico, através da recuperação dos edifícios municipais localizados na Rua José Estevão, edifício da antiga galeria municipal, edifício D. Francisco de Almeida e antigas instalações da PSP. “Esta iniciativa terá de envolver privados” explicou Maria do Céu Albuquerque. Serão também criadas as áreas de regeneração urbana de Alferrarede e de Rossio ao Sul do Tejo.

Para a requalificação e valorização do espaço público “consideramos fundamental reforçar o trabalho de cooperação que temos vindo a adotar com as freguesias” disse a candidata socialista. São prioridades a requalificação paisagística da encosta nascente da Fortaleza/Castelo, a requalificação do Largo 1º de Maio ou a criação de um corredor ligando zonas verdes da cidade.

Na gestão da mobilidade e promoção da acessibilidade será prioritário a construção do Parque de Estacionamento do Vale da Fontinha ou a gestão dos transportes rodoviários com ajuste das carreiras regulares de transportes escolares e urbanos às necessidades das pessoas.

Para a proteção e valorização dos recursos florestais o PS propõe um projeto de reflorestação do território, apoio à implementação e consolidação das Zonas de Intervenção Florestal ou ainda o desenvolvimento de campanha de prevenção de riscos.

Em relação aos recursos florestais “é fundamental criarmos condições para podermos receber competências na área da gestão florestal. Queremos fazer parte de uma solução integrada que envolva públicos e privados para podermos tirar rentabilidade da nossa floresta e evitar situações como a que vivemos em agosto”, referiu Maria do Céu Albuquerque.

O programa eleitoral socialista prevê ainda a otimização das infraestruturas e serviços ambientais onde se inclui a conclusão do abastecimento de água à margem sul do concelho a partir da Albufeira de Castelo de Bode, a renovação da rede baixa de abastecimento de água ou a otimização da ETAR dos Carochos.

No reforço da transparência e da participação o orçamento participativo será reforçado e ainda desenvolvido o Sistema de Informação sobre a Governação Autárquica – SIGA.

Por último na qualificação e modernização dos serviços municipais a prioridade passa pela instalação da Loja do Cidadão no edifício da USF D. Francisco de Almeida.

Em sinal de apoio ao programa eleitoral do PS o Ministro Adjunto de Portugal, Eduardo Cabrita, esteve presente na apresentação onde deixou alguns elogios à presidente da Câmara e algumas palavras de incentivo.

Maria do Céu Albuquerque e as suas equipas são “uma referência autárquica de como governar para as pessoas, numa dimensão de proximidade, numa dimensão de uma autarquia que não se limita ao exercício daquilo que são as suas competências legais, formais, administrativas, uma autarquia que está à frente do tempo”, considerou Eduardo Cabrita.

O ministro, presente em Abrantes na qualidade de dirigente nacional do PS, enalteceu “uma gestão como a do PS em Abrantes” por ser “fundamental para este tempo”. Autarquia “que paga a seis dias, melhor que a generalidade das empresas”.

Defendo a descentralização e uma governação mais inclusiva em que as freguesias são fundamentais Eduardo Cabrita falou nos benefícios da proximidade. ”Significa que a avaliação é feita dia a dia e o erro é detetado no dia a seguir se porventura a opção não estiver a funcionar bem permitindo que seja corrigida”.

O ministro avançou ainda que o governo quer que o concelho de Abrantes seja “um exemplo daquilo que é a capacidade de investir na floresta como fator de desenvolvimento” acrescentando que tal “exige mais responsabilidade local”.

Maria do Céu Albuquerque, atual presidente da Câmara Municipal, lembrou que esta “é a última vez” que se candidata a Abrantes mas que “independentemente da limitação da lei esta seria sempre” a sua opção, por entender que o poder é do povo e que “passados três mandatos há necessidade de renovação, de novos protagonistas, de uma nova visão”. Encerra este capítulo de candidata “com o sentimento de missão cumprida”.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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