Os candidatos do CDS-PP à Câmara Municipal de Abrantes José Matafome (ao centro), Anselmo Rodrigues (à esquerda) e Ana Cortês (à direita)

O CDS-PP continua em ações de rua por Abrantes, mas na reta final da campanha eleitoral reuniram-se esta quarta-feira os candidatos aos vários órgãos locais, na sede de candidatura do partido, para acertar as últimas estratégias, em local onde receberam o mediotejo.net que foi conhecer as apostas centristas para a cidade e para seis freguesias do concelho.

A reunião dos candidatos do CDS-PP às eleições autárquicas no concelho de Abrantes contou com o cabeça-de-lista à Câmara Municipal, José Vasco Matafome, também com o candidato à União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós, Arménio Bispo, com o número dois da lista à Câmara de Abrantes, José Anselmo Rodrigues, bem como com a terceira, a candidata Ana Cortês Fernandez.

O CDS-PP apresenta candidaturas em seis freguesias do concelho de Abrantes, como candidatura autónoma e mais três em apoio a candidaturas independentes, com o objetivo de “conseguir o maior número de mandatos”. As candidaturas do CDS-PP têm por base “as pessoas. Manter as que cá estão, dar condições para os que foram embora regressarem e trazer outras pessoas” no sentido de tornar o concelho “ativo, jovem e com força”.

Os candidatos “são pessoas que trabalham e que decidiram contribuir para a terra que os viu nascer. Essa experiência é bem vinda para transformar este concelho com 37 anos de executivos socialistas”, disse José Matafome ao mediotejo.net.

O também líder distrital do partido explicou que o CDS-PP vai concorrer à Junta de Freguesia de Carvalhal com Ana Filipa Guia, à União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós com Arménio Bispo, à União de Freguesias de Rossio ao Sul do Tejo e São Miguel do Rio Torto com Ana Isabel Matos, à União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto com José Pimenta, à União de Freguesias de Alvega e Concavada, com António Moutinho e à União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede com José Pires de Jesus.

“Apostámos sobretudo em candidatos credíveis, por isso é que não concorremos a algumas freguesias”, disse José Matafome. As apostas “são candidaturas fortes, temos gente habituada a trabalhar e quer fazer alguma coisa pela sua terra”, garante.

“As opções nas freguesias são locais” e essa é a razão pela qual o CDS-PP também apoia candidaturas independentes em Rio de Moinhos, Tramagal e Mouriscas. “O CDS tem uma tradição de apoiar candidaturas independentes porque quem se candidata tem como único interesse fazer bem à sua terra”, acrescenta o candidato.

Em relação aos resultados eleitorais no dia 1 de outubro, tal como qualquer candidato de qualquer partido a expetativa “é ganhar”. No entanto, importa que os eleitores entendam haver “uma alternativa” diz, assegurando que os candidatos do CDS têm um objetivo “cívico” e são “gente capaz, bem formada, a maior parte com formação superior, que deu provas durante a sua vida profissional”.

As criticas à gestão socialista passam pela constatação de “ uma cidade vazia, com freguesias mortas”. Recorda que “a ideia de Nelson de Carvalho era transformar Abrantes numa cidade média e com isso matou as freguesias que alimentavam a sede do concelho”.

O interior e o mundo rural está desertificado “mas isso não é desculpa. Um bom político não faz obras de última hora, trabalha para as gerações. Tem de programar e orientar a cidade” para o futuro. “Vivemos um momento de transição social, político e tecnológico” refere.

O cabeça de lista à Câmara de Abrantes fala ainda numa “visão de mundo global” necessária para “trazer para Abrantes investimento e emprego”. De acordo com o candidato a próxima legislatura “não pode ser mais 4 anos de museus e rotundas”, até porque, segundo afirma, “no concelho há muitas infraestruturas e não há ninguém para as usar. A câmara tem boas contas é verdade mas não faz o seu trabalho que é conseguir manter as pessoas”, advoga.

Agora, quase no encerramento da campanha, com o dia de ir às urnas praticamente à porta, José Vasco Matafome manifesta-se otimista e garante que a campanha “tem corrido muito bem”.

A seu lado, Ana Cortês explica que as razões da sua candidatura passam essencialmente pelas pessoas. “Precisamos de prestar um melhor serviço” aos cidadãos defende a médica dentista, confessando sentir-se preparada para enfrentar a vereação durante quatro anos, se for eleita no próximo domingo.

Anselmo Rodrigues revela discordância com as prioridades do PS depois de analisar as contas do Município de 2010 a 2016. “Fazem bandeira e dizem que ter capital é o fundamental. Na receita temos as taxas e os impostos que se mantém sempre na base dos 6 milhões de euros e na despesa existe uma rubrica relativa à componente social”. Para o gestor “o apoio que é dado na componente social devia ser dado em função da receita que se tem dos contribuintes – IRC, IRS, IMI”, entende que “não está a acontecer”. Por isso, justifica candidatar-se pelo CDS “pela mesma ideia: as pessoas em primeiro lugar, nas várias vertentes”.

A 01 de outubro concorrem em Abrantes José Vasco Matafome (CDS-PP), Luís Lourenço (CDU), Armindo Silveira (BE), Rui Mesquita (PSD) e a atual presidente, Maria do Céu Albuquerque (PS).

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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