O presidente da concelhia de Santarém do PS, Rui Barreiro, anunciou na terça-feira a sua candidatura à presidência da Câmara, querendo regressar, nas eleições que se realizam este ano, a um lugar que já ocupou entre 2001 e 2005.
Rui Barreiro disse em conferência de imprensa que o seu nome foi aprovado primeiro pelo Secretariado, após consulta aos militantes e à realização de uma sondagem que incluiu outros dois militantes socialistas do distrito, e, na segunda-feira à noite, pela Comissão Política Concelhia, a que preside, estando em curso conversações com outros partidos políticos que poderão levar a um entendimento à esquerda.
Questionado sobre se o cenário de uma “geringonça” semelhante à que governa o país pode acontecer em Santarém, Rui Barreiro afirmou não pôr essa hipótese de lado, mas sublinhou que as conversações estão “em curso” e ainda com um “longo caminho” a percorrer.
Rui Barreiro, que perdeu as eleições de 2005 para Francisco Moita Flores (que se candidatou pelo PSD, tirando ao PS uma autarquia que o partido liderava desde 1976), disse que se sente hoje com melhores condições para reconquistar a Câmara, tendo em conta a experiência que adquiriu nos últimos anos, nomeadamente com a passagem pelo Governo (foi Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural entre 2009 e 2011).
Rui Barreiro apontou ainda a seu favor o facto de “as últimas grandes infraestruturas do concelho” resultarem do seu mandato autárquico e disse acreditar que os munícipes terão “a noção clara do que não feito e poderia ter sido feito” nos últimos 11 anos.
Apesar de afirmar não estar muito interessado em “fazer julgamentos”, o candidato socialista, o primeiro a apresentar-se no concelho, lamentou “a falta de visão de desenvolvimento” para o concelho demonstrado pelos executivos PSD, primeiro liderados por Moita Flores e, nos últimos cinco anos, por Ricardo Gonçalves.
Rui Barreiro apontou o desenvolvimento económico, com a fixação de empresas, a criação de emprego e a atração de massa cinzenta para o concelho, como um dos grandes desígnios da “visão” e da “estratégia” da sua candidatura, que será apresentada antes do final de abril, já depois de conhecida a sua equipa e os candidatos à Assembleia Municipal e às freguesias.
