BE entende que projeto não dignifica património torrejano e não é sustentável. Foto: mediotejo.net

Na sexta-feira, 5 de maio, o Bloco de Esquerda (BE) de Torres Novas realizou mais uma ação simbólica no âmbito das intervenções previstas do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). Desta vez o encontro deu-se na praça 5 de outubro, com as críticas a recaírem sobre o projeto do elevador de madeira para melhorar as acessibilidades ao Castelo de Torres Novas. “Há soluções que se podem encontrar, não pode é ser esta solução”, defendeu a vereadora do BE, Helena Pinto, e candidata às autárquicas de 1 de outubro.

Na sua intervenção para um grupo de cerca de 20 pessoas, Helena Pinto lembrou as outras ações que o BE tem levado a cabo dentro dos projetos em PEDU, como a do jardim junto à rotunda da Casa Nery, que deverá desaparecer. Neste contexto referiu que o BE bateu-se por uma consulta pública ao PEDU, a qual acabaria por ser realizada. Até ao momento, porém, o município não disponibilizou nenhum documento oficial sobre a mesma.

Elevador é uma das hipóteses para melhorar os acessos ao Castelo. Foto: mediotejo.net

Helena Pinto adiantou porém que nesta consulta participaram 110 munícipes, havendo 310 contributos para o PEDU. “Falta agora fazer um trabalho de recolha, de sistematização de opiniões”, defendeu. A candidata adiantou também que recebera um parecer da comissão local criada para analisar os projetos, a CLDU, que já se manifestou sobre o Parque Almonda e a Central do Caldeirão.

“Há um conjunto de projetos que merecem o repúdio dos torrejanos”, destacou Helena Pinto, abordando o elevador de madeira para o Castelo. O projeto é inspirado num similar no norte do país, conforme foi notado na ocasião. “Da parte do BE há todo o interesse de encontrar soluções de acesso para toda a gente”, frisou a autarca, “mas há soluções que se podem encontrar, não pode é ser esta solução”.

O elevador está estimado em 170 mil euros, enumerou. Há ainda um projeto para acesso por rampa ou por escadas, no valor de 140 mil euros. “Os valores que aqui estão envolvidos também têm que nos fazer pensar”, destacou, questionando a sustentabilidade de um projeto como um elevador. “Quanto é que custa manter isto?”.

“Fazemos votos sinceros para que a discussão pública seja tornada pública, esperamos que a CLDU vá dando os seus frutos e queremos que os partidos políticos” se manifestem, afirmou. “O PS tem que dizer se avança ou não com o elevador”, comentou, afirmando que o BE tem “uma posição de rejeição desta projeto”.

“O PEDU deve ser para construir, mas não para destruir”, terminou. A população presente no local destacou sobretudo a descaracterização que um elevador de madeira vai provocar no centro histórico torrejano.

 

 

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Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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