*texto retificado às 10h32 de 26 de abril de 2021
Aos 47 anos, a engenheira biofísica, natural de Seiça, Anabela Pereira, aceitou o convite do líder do MOVE – Movimento Independente, Vítor Frazão, e vai ser a candidata do movimento à Câmara Municipal de Ourém nas autárquicas deste outono.
Afirmando que aceitou o desafio sob o compromisso de não se fazerem coligações com outros partidos, colocou a fixação de jovens no concelho e a criação de um plano para o turismo entre as prioridades do seu programa eleitoral.
O MOVE apresentou este sábado, 24 de abril, os seus candidatos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e a 10 das 13 juntas de freguesia do concelho de Ourém (ainda terá que conseguir candidatos para as restantes três).
O presidente do movimento e ex-presidente da Câmara de Ourém, Vítor Frazão, decidiu não se recandidatar, como fez em 2013 e 2017, dando espaço a novas figuras do movimento.
Anabela Pereira foi professora na sua “Escola Autárquica”, estrutura que se criou dentro do espírito cívico do MOVE, e assume agora a corrida ao município.

“Estamos num momento decisivo, de viragem”, comentou a agora candidata à comunicação social, acreditando que o MOVE é uma alternativa “livre”, sem apoios e que está a trabalhar “genuinamente para o povo”.
“Tenho três filhos e sinto a responsabilidade de fazer tudo ao meu alcance para que a mudança seja construtiva”, referiu. “Isto é uma oportunidade de semear”, vincou.
Na apresentação foram dadas as linhas gerais do programa do MOVE, destacando-se a captação de jovens para o território e o turismo. Anabela Pereira adiantou que se candidata ante alguns compromissos da equipa, nomeadamente o não se estabelecerem acordos com outros partidos e a criação de um projeto estratégico para o desenvolvimento sustentável do concelho.
“As pessoas são a força que nos MOVE” é o slogan da campanha.
Os restantes cabeças de lista foram também apresentados, nomeadamente o nome de João Pereira à Assembleia Municipal.

Às juntas de freguesia concorrem: Orlanda Sá (Atouguia), Paulo Sousa (Caxarias), Tierry Pereira (Fátima), André Lourenço (Freixianda, Formigais e Ribeira do Fárrio), Ricardo Ribeiro (Gondemaria e Olival), Rodrigo Belo (Matas e Cercal), Marta Faustino (Nossa Senhora da Piedade), Aurélio Vieira (Nossa Senhora das Misericórdias), Manuel Simão (Rio de Couros e Casal dos Bernardos) e Sandra Vieira (Seiça).
Na sua intervenção, Vítor Frazão deixou várias críticas à lei eleitoral autárquica e às dificuldades que cria aos movimentos independentes. “Hoje o povo português vive debaixo de várias ditaduras”, afirmou, apontando, a falta de justiça, o caciquismo, os lobbys, as sociedades secretas e o terrorismo psicológico. Mas “jamais me conseguirão calar”, afirmou, “continuarei a lançar à terra a semente da cidadania”.
“Lancei a semente e vocês vão dar-lhe continuidade”, afirmou, manifestando-se orgulhoso por ter uma mulher a candidatar-se à Câmara Municipal. “Foste uma mulher de armas ao aceitar este desafio”, referiu.
Vítor Frazão lembrou ainda que nas autárquicas de 2017 o MOVE foi a terceira força mais votada no concelho (elegeram dois deputados para a Assembleia Municipal e vogais em várias juntas de freguesia).
A candidatura do MOVE sucede à do CHEGA, que também já anunciou um candidato ao município ouriense. O PS ficou sem candidato após a desistência de António Gameiro e não se sabe ainda se o CDS avança em coligação com o PSD. O atual presidente de Ourém, Luís Albuquerque (PSD-CDS), já tem apoio do PSD nacional, mas ainda não anunciou a recandidatura.
