Hugo Costa e os deputados do PS eleitos por Santarém questionaram o Governo sobre o atraso nas obras nas urgências do hospitais de Abrantes. Foto arquivo: PS

Retomo, nesta data, as crónicas no jornal mediotejo.net, após uma ausência de alguns meses devido às eleições autárquicas, precisamente o tema que abordarei nas próximas linhas. No passado dia 26 de setembro tivemos eleições autárquicas. Esta é a verdadeira festa da democracia, onde milhares de cidadãos se envolvem para servir e apresentar propostas que consideram pertinentes para o benefício da sua comunidade. É também o momento em que todos podemos escolher os nossos “vizinhos”, aqueles que queremos ver a governar os destinos da câmara municipal, assembleia municipal e juntas de freguesia. A proximidade é, de facto, uma característica específica das autárquicas, onde os rostos que fomos encontrando nas propostas apresentadas nos é familiar por uma ou outra razão. Faço, em seguida, uma análise sobre os resultados destas eleições.
 
No distrito de Santarém, o Partido Socialista (PS) continua a ser uma força liderante. Desta forma, o resultado socialista na região é positivo. Venceu a eleição para 12 Câmaras Municipais (11 das quais com maioria absoluta), 13 eleições para a Assembleia Municipal e conquistou a liderança de 80 freguesias. O nosso distrito, com 21 concelhos e 140 freguesias, passa assim claramente a ser liderado por autarcas do PS. Este resultado, concludentemente, permite que seja o PS a propor a liderança das duas comunidades intermunicipais (Médio Tejo e Lezíria do Tejo) e da ANAFRE Distrital.
 
Por outro lado, relativamente às autárquicas de 2017 o PS perde a liderança de 3 municípios (Alcanena, Cartaxo e Golegã) e lidera agora em Ferreira do Zêzere – um facto alcançado pela primeira vez na história da democracia – e em Alpiarça. Todos estes resultados devem ser aceites como naturais, visto que em democracia é permitido aos cidadãos escolherem outras opções, nomeadamente as que considerem que melhor servem os interesses do concelho onde vivem. Na capital de distrito, gostaria de sublinhar a vitória do PS na freguesia da cidade, assim como na Assembleia Municipal.
 
Este é também o momento de saudar todos os vencedores e os que participaram neste momento eleitoral, não deixando de manifestar a minha preocupação com a abstenção que atingiu os 46% no distrito de Santarém. Aproveito para cumprimentar todos os candidatos do PS, em cada um dos 21 concelhos visto que sei que se bateram pelo desenvolvimento dos territórios.

Teremos que, futuramente, encontrar formas de aproximar ainda mais os cidadãos das urnas, percebendo porque se demitem do dever de eleger quem os governa e toma conta dos seus interesses. Penso que esse é um trabalho de comunicação que deve começar a ser feito desde já, para que os números da abstenção venham a diminuir nos próximos atos eleitorais.

Pessoalmente, como presidente da Federação do PS, dei o exemplo de participação, encabeçando a lista de uma candidatura à presidência de um órgão autárquico, no caso, a Assembleia Municipal de Tomar.

Por outro lado, também manifesto a minha preocupação com os mais de 13 mil votos no distrito num partido extremista, que nos deve conduzir a uma leitura mais profunda relativamente ao estado da sociedade atual. Respeitando, obviamente, a opção de voto desses eleitores, há um convite a uma reflexão que é necessária fazer. 
 
Após a festa da democracia que são as autárquicas, chega o momento de todos, independentemente da cor política que representam, continuarem o trabalho para servir os melhores interesses dos nossos cidadãos, devolvendo o voto de confiança que foi depositado nas urnas. Os resultados sublinham a importância da proximidade. Dessa forma, a Federação do PS começará, desde já, a preparar as eleições de 2025 porque o futuro começa a ser construído hoje.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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