“Esta capacidade será destinada à produção de eletricidade a partir de fontes de energia renovável com armazenamento integrado, e isto é absolutamente decisivo e relevante. Este leilão vai decorrer sob a capacidade remanescente do ponto de ligação da antiga central a carvão, encerrada em 2021, e reforça os objetivos nacionais da transição energética até 2030”, declarou Manuel Jorge Valamatos, na última reunião de executivo, tendo lembrado o investimento em curso na ordem dos 700 ME da Endesa, após vencer um concurso para 224 MW, em comparação com os atuais 300 MW, que irão agora a leilão.
“Recordar que em 2022 foi adjudicado à Endesa um projeto de energias renováveis no Pego, atualmente em fase de implementação, com um investimento de cerca de 700 milhões de euros para 224 megawatts, o que quer dizer que, neste momento, estando disponíveis 300 megawatts, fazendo aqui contas simples, acreditamos que podemos ter aqui investimentos muito superiores aos 700 milhões de euros que foi feito pela Endesa”, afirmou o autarca.
“E essa é a nossa grande esperança e percepção que, de facto, as coisas no âmbito do projeto da Endesa a seu tempo também esta empresa publicamente apresentará o ponto de situação, mas queremos acreditar, esgotar esta capacidade, a todo o tempo importante para cumprir as metas nacionais em termos energéticos, e que é muito importante para retomarmos totalmente a nossa capacidade em termos de desenvolvimento económico de Abrantes e da nossa região”, declarou.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:
A Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) anunciou em julho a abertura de um procedimento concorrencial, no último quadrimestre de 2025, para atribuição de 300 megawatts (MW) de potência de injeção na rede elétrica, através do ponto de ligação da antiga central a carvão do Pego, em Abrantes.
O anúncio da DGEG, através da sua página oficial no LinkedIn, indica que o Ministério do Ambiente e Energia “vai abrir, no último quadrimestre de 2025, um procedimento concorrencial para a atribuição de 300 megawatts (MW) de potência de injeção na Rede Elétrica de Serviço Público” (RESP), através do ponto de ligação da antiga central a carvão do Pego, em Abrantes.
Segundo a mesma nota informativa, este procedimento recorrerá à capacidade remanescente do ponto de ligação da antiga central a carvão, encerrada em 2021, e “enquadra-se nos objetivos nacionais de aumento da capacidade instalada de energias renováveis até 2030”.
Segundo a DGEG, a potência a leilão será “destinada à eletricidade produzida exclusivamente a partir de uma ou mais fontes de energia renovável, num centro eletroprodutor com armazenamento integrado”.
O procedimento “recorrerá à potência excedentária do leilão lançado em 2021″.

Recorde-se que, em 2022, foi adjudicado à Endesa um projeto de energias renováveis no Pego, atualmente em fase de implementação, com um investimento de cerca de 600 milhões de euros.
Este projeto integra soluções de produção solar, eólica e de hidrogénio verde, utilizando 224 MW dos cerca de 600 MW disponíveis no local.
O novo procedimento visa agora atribuir a maior parte da potência excedentária do leilão lançado em 2021.
A iniciativa, segundo a DGEG, “vem igualmente reforçar a relevância estratégica da região do Pego como zona-chave para a transição energética e o desenvolvimento económico sustentável do país”.
c/LUSA
