O ministro Duarte Cordeiro, esteve no inicio de março na sessão pública de apresentação das soluções para o reforço da resiliência hídrica do Tejo, que decorreu em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.
“Parece-nos muito importante uma nova barragem [Alvito]. Discutiremos então, provavelmente, a dimensão da mesma. Aquilo que fizemos foi recuperar um projeto que já tinha um estudo de impacto ambiental [favorável]. Partimos de um projeto já existente e é mais fácil introduzir esta proposta”, afirmou o governante.
Na última quarta-feira, à margem da reunião de executivo municipal, Sérgio Oliveira explicou que segundo os dados apresentados “sabem que a possibilidade de armazenar alguma água está, mais ou menos nesta região, na bacia do rio Tejo e apresentam como solução a barragem do Alvito”.
Para Duarte Cordeiro “Alvito parece-nos, até pelo seu posicionamento geográfico, bastante importante e também me parece particularmente importante a reutilização das águas tratadas para serem aproveitadas para a rega”.
No entanto, Sérgio Oliveira ressalva que devido à especificidade da matéria que “é muito técnica, é difícil termos uma opinião devidamente formada”, no entanto na presença de estudos “e que as pessoas que têm competência da matéria nos apresentam aquela solução como a melhor, não vamos contra isso e obviamente que apoiamos”, disse apelando a que “de uma vez por todas se passe do papel à execução” no sentido de resolver o problema do caudal ecológico e da falta de água.
Em cima da mesa para ser analisado e discutido pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) e pelos municípios estão a construção de uma nova barragem, do Alvito no rio Ocreza, e um túnel que ligue o rio Zêzere ao Tejo, também com o mesmo objetivo de reforçar o caudal ecológico do Tejo, mais a norte.
Quanto à construção do túnel o presidente da Câmara Municipal de Constância considera que não avançará. “Não! Penso que o túnel mais tarde ou mais cedo vai sair da discussão porque o investimento que tem de se fazer e o retorno que terá não justifica. Nem vale a pena discutirmos essa questão porque o próprio Governo, por aquilo que ouvi, não está virado para essa ideia”.
Duarte Cordeiro acrescentou ainda que estes são projetos de alguma dimensão que exigem agora que o território se pronuncie, as CIM e os municípios.
