Atlético Ouriense perde com Lank e desce à 2ª divisão nacional. Foto arquivo: mediotejo.net

O Lank Vilaverdense venceu este sábado o Atlético Ouriense por 2-0, com golos de Gabi, ambos na segunda parte, e com esta vitória a equipa de Vila Verde vai disputar os playoffs-despromoção. O Ouriense, clube histórico do futebol feminino, com dois títulos de campeã nacional e uma Taça de Portugal, é assim despromovido à 2ª divisão nacional.

O treinador César Matias, em declarações ao mediotejo.net, falou de um plantel “destroçado” com este desfecho e fez um balanço da época que fechou para o clube de Ourém com uma derrota caseira e que ditou a descida de divisão na última jornada.

César Matias, treinador do Clube Atlético Ouriense

ÁUDIO | CÉSAR MATIAS, TREINADOR DO CA OURIENSE:

Atlético Ouriense e Lank Vilaverdense entraram em campo este sábado com uma missão concreta: evitar, já, a descida à II divisão. A equipa de Ourém dispunha de algumas condições favoráveis em relação ao seu adversário, pois o empate bastava-lhe para atingir o seu objetivo, para lá de jogar na situação de visitado.

Atlético Ouriense desce à 2ª divisão nacional. Foto arquovo: mediotejo.net

À equipa de Vila Verde só a vitória lhe asseguraria um lugar nos playoffs-despromoção. Um quadro, pois, melindroso e tanto para uma como para outra equipa, o que resultou num jogo tenso e muito disputado.

Foto: CAO

A equipa do Norte do país surgiu um pouco mais dinâmica na abertura do jogo, assumindo a posse de bola, e instalou-se com à vontade no meio campo adversário, embora sem levantar qualquer problema sério, pois do lado contrário houve uma firme resistência, por força de uma pressão alta.

De um lado e do outro notou-se sobretudo uma grande preocupação: evitar qualquer deslize ou qualquer erro que comprometesse as respetivas ambições. Numa primeira parte bastante tática, daqui resultou, pois, ausência de perigo, e só nas situações de bola parada é que os ataques souberam colocar alguns problemas.

Aos poucos e poucos, o Atlético Ouriense assumiu as rédeas do jogo, no fecho do primeiro quarto de hora e numa situação que se prolongou até aos 30’, impondo um ritmo médio-baixo, aliás como lhe convinha, e mudou um pouco o rumo ao jogo, ou melhor, teve mais bola e atuou mais tempo no meio-campo contrário.

Foto: CAO

O primeiro lance de perigo surgiu, no entanto, na área da equipa de Ourém, quando Gabi, num sprint vigoroso, deixou duas adversárias para trás, mas o cruzamento, tenso, surgiu para as mãos de Ana Rita Oliveira, e não um pouco mais para trás onde Nhu e Dutra se encontravam bem posicionadas.

Antes do fecho desta primeira parte, equilibrada e sobretudo muito tática, realce-se ainda um remate-surpresa de Kayla Mingachos, em zona frontal na área, mas a guarda-redes Ana Rita Oliveira defendeu bem para canto.

Como o empate não servia os interesses do Lank Vilaverdense, a sua equipa voltou ao ataque com muito mais insistência logo no reinício do jogo, correndo obviamente riscos, e fê-lo de forma consciente e assumida. O seu atrevimento foi, desde logo, premiado, aos 52’, numa jogada muito bem elaborada, e desenvolvida pelo flanco esquerdo.

Foto: CAO

Nhu tocou a bola para Markela Bejleri que, por sua vez, cruzou de pé esquerdo para a entrada da pequena área, surgindo, aí, Gabi, de cabeça, a fazer o 0-1. As visitantes ficavam, assim, duplamente, em vantagem: no resultado e na classificação, o mesmo é dizer, quem descia de divisão neste novo enquadramento era o Ouriense.

Foto: FPF

Depois do golo de Gabi, as visitantes souberam jogar em vantagem, e num espaço curto – cinco minutos – construíram três boas ocasiões para o 0-2. Kayla Mingachos rematou com muito perigo (60’) e a bola saiu a rasar o poste; Gabi (64’) e Laura Marín (65’) perderam ótimas situações. O Ouriense acusou o golo sofrido e não conseguiu responder em conformidade.

O Lank Vilaverdense estava, pois, por cima do jogo, perante um adversário sem reação, e, assim sendo, o segundo golo aconteceu (69’) com toda a naturalidade – Laura Marín tocou a bola para Gabi, que, à entrada da área, e de pé direito, fez o 0-2, com um remate colocado.

Foto: FPF

Com esta margem tão folgada e com o seu grande objetivo assegurado, o Lank Vilaverdense controlou o jogo e o adversário, e sem grande dificuldade, e o resultado só não engordou por responsabilidade da guarda-redes Ana Rita Oliveira, que  refira-se, fez uma boa exibição.

Ana Rita Oliveira, guarda-redes do Ouriese. Foto: mediotejo.net

Ficha de jogo:

AT. OURIENSE, 0 VILAVERDENSE, 2 (0-0 ao intervalo) Liga BPI – Jornada 22

Campo da Caridade – Ourém

Árbitra: Silvia Domingos

Árbitras assistentes: Vanessa Gomes e Sara Gaspar Quarta árbitra: Sophia Rosa

AT. OURIENSE: Ana Rita Oliveira, Meredith Haankenson, Eliane Manbolamo (Jéssica Gonçalves, 67’), Daiane Fogel, Daniela Pereira (Margarida Caniço, 67’), Cristiana Duarte, Tiffany Eliadis, Catarina Mairos (Hanna Reynolds, 79’), Jéssica Pastilha (Cap.), Kelli Swenson, Beatriz Pinheiro (Licia Cruz, 67’).

Suplentes não utilizadas: Ana Alves, Leonor Seiça, Maria Vital, Jéssica Gonçalves, Alexia Silva.

Treinador: César Matias

Disciplina: cartão amarelo para Eliane Manbolamo (59’).

LANK VILAVERDENSE: Lu, Sophia Ferreira, Kayla Mingachos, Laura Marín, Nhu (Faty, 90’+3’), Markela Bejleri (Magui, 89’), Ema Cruz (Lau, 80’+5’), Natalie Cooke, Maria, Dutra, Gabi (Cap.).

Suplentes não utilizadas: Sofia Barroso, Sofia Bernardo, Rita, Matilde, Edu, Iara.

Treinador: Adelino Esteves

Disciplina: cartão amarelo para Gabi (83’).

Golos: 0-1 (Gabi, 52’), 0-2 (Gabi, 69’).

Mulher do jogo: Gabi (Lank Vilaverdense)

Gabi marcou os dois golo e foi a mulher do jogo. Foto: FPF

A jovem avançada foi a estrela do jogo, ao marcar os dois golos, o primeiro de cabeça, à entrada da pequena área, e o segundo com um remate de pé direito e à entrada da grande área. Uma exibição perfeita de Gabi, a capitã, que foi a principal intérprete desta vitória e que contribuiu para que a sua equipa vá disputar agora os play-offs despromoção com o Amora. O outro jogo do play-off vai opor o Famalicão ao Guimarães. O Estoril carimbou o regresso à 1ª divisão nacional

O Benfica conquistou o tetracampeonato! Embora a tarefa não fosse simples, uma vez que tinha de ultrapassar o Racing Power, a equipa sensação da prova, a formação encarnada sabia que só a vitória lhe garantia o título. E os golos de Carole Costa acabaram por traduzir a superioridade do conjunto de Filipa Patão, que venceu por 2-1 e sagrou-se campeã nacional de futebol feminino.

c/FPF

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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