Triatlo do Clube de Natação de Torres Novas fez história com o apuramento de dois atletas para os Jogos Olímpicos, Maria Tomé e Ricardo Batista (ao centro). Fizeram equipa com Ricardo Vilaça e Melanie Santos, atletas do Benfica, conquistando o 5º lugar (entre 15 equipas) nos Jogos Olímpicos de Paris.

A estafeta mista, no Triatlo, é uma prova de grande intensidade, com cada elemento de uma equipa de quatro atletas a fazer 300 metros a nadar, 7 quilómetros de bicicleta e 1.8 quilómetros a correr. Em Paris, a prova era ainda mais dura devido à poluição no rio Sena, e às suas fortes correntes. Mas Portugal provou, desde o início, que iria disputar os primeiros lugares.

Eram 07h00 em ponto quando a prova teve início. Para Ricardo Batista, atleta do Clube de Natação de Torres Novas, começou 1 segundo antes… e essa falsa partida na natação penalizou a equipa portuguesa em 15 segundos. Contudo, Ricardo Batista não desmoralizou, recuperou e manteve-se sempre nas primeiras seis posições, entre 15 atletas.

Cerca de 20 minutos depois estava cumprida a primeira etapa da estafeta, passando o testemunho a Melanie Santos e, logo depois, a Vasco Vilaça (ambos atletas do Benfica). Vilaça conseguiu recuperar terreno até ao terceiro lugar e passar o testemunho à torrejana Maria Tomé em quarto lugar, abrindo a porta ao sonho de conquistar uma medalha.

Na transição para a bicicleta, Maria Tomé foi ultrapassada pela atleta norte-americana e passou parte da prova no sexto lugar, mas na corrida final conseguiu recuperar até à quinta posição, cortando a meta com um grito de felicidade.

É um resultado histórico na estreia de Portugal nesta prova olímpica.

A Alemanha assegurou o primeiro lugar na reta final, ultrapassando o Reino Unido, que liderou a prova de forma isolada, durante bastante tempo. O terceiro lugar foi conquistado pelos EUA e a quarta posição teve sabor a vitória para a equipa francesa, que depois de uma queda de bicicleta logo no início da prova, chegou a estar na 15ª posição.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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