Ativado Plano Especial de Emergência para cheias em Santarém. Foto em Constância: Ricardo Escada

De acordo com a Proteção Civil para além da submersão de áreas adjacentes às margens, verifica-se no município de Torres Novas a submersão da Estrada Municipal (EM) Nº 570, em Riachos, em Abrantes a submersão da Estação de canoagem em Alvega, da Alameda de Igreja de S. Miguel e da Estrada Municipal Nº 575-1, em Arrifana.

Em Constância verifica-se a submersão da EM entre Tramagal/Santa Margarida e submersão de 80% do parque de estacionamento ribeirinho de Constância, e, em Vila Nova da Barquinha, o município deu conta que o Trilho Panorâmico do Tejo e o Castelo de Almourol se encontram encerrados ao público, até que estejam garantidas as condições de segurança.

Na Lezíria, entre as vias afetadas estão a Estrada Nacional (EN) 368 (Alpiarça – Tapada) em Alpiarça; a Estrada do Campo e a Estrada da Minhola em Benavente; a Rua da Falagueira, a Estrada do Paul Marinhais e o cruzamento da Estrada Municipal 581 em Salvaterra de Magos; e, no município de Coruche, a Ponte da Escusa, a Estrada de Meias, o desvio junto à Ponte da Escusa, a Estrada da Amieira, a Rua do Paul e a Passagem de Entre-Águas.

Na Golegã, registam-se obstruções no Caminho Municipal Quinta da Broa – Golegã, e Golegã – Azinhaga, enquanto no Cartaxo as intervenções concentram-se na EN 3-3 (Vale de Santarém) e na EN 3.2 (Valada – Porto de Muge).

Foto: Ricardo Escada

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indica que o Plano Especial de Cheias, ativado em alerta amarelo, prevê um conjunto de ações e de equipas de prevenção, de modo a auxiliar as populações em caso de ocorrência de cheias no leito do rio Tejo.

De acordo com a proteção civil, a chuva registada na Região de Lisboa e Vale do Tejo e as descargas das barragens e afluentes da bacia hidrográfica do Tejo aumentaram os caudais do rio e seus afluentes.

Foto: Ricardo Escada

“A informação hidrológica fornecida pela APA [Associação Portuguesa do Ambiente] indica o aumento das afluências na sub-bacia do Sorraia, com possibilidade de inundações nas zonas historicamente mais vulneráveis”, é referido na nota.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê “a continuação de instabilidade nos próximos dias, sendo expectável a manutenção dos caudais com valores acima dos 2000m3/s, constituindo-se como fator de risco significativo no galgamento das margens do rio Tejo e seus afluentes”, segundo a ANEPC.

Segundo a Proteção Civil, as chuvas geraram “um aumento considerável dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo e seus afluentes”, e prevê-se “que os caudais lançados no rio Tejo” se mantenham elevados nos próximos dias.

De acordo com a nota, é expectável, nas próximas horas, a ocorrência de inundações em zonas urbanas, deslizamentos e derrocadas motivadas pela infiltração da água, o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, formação de lençóis de água e cheias.

Na nota, a proteção civil recomenda à população a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, a adoção de condução defensiva, o não atravessar zonas inundadas e a retirada de animais e equipamentos agrícolas dos terrenos confinantes com rios e cursos de água.

O Plano Especial de Emergência ativado na segunda-feira, na sequência do mau tempo registado em Portugal continental devido à tempestade Jana, prevê um conjunto de ações de modo a auxiliar as populações em caso de ocorrência de cheias no leito do rio Tejo e a publicação de comunicados sobre a evolução da situação.

O IPMA prevê chuva ou aguaceiros por vezes fortes até ao final da semana.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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