É uma táctica cada vez mais utilizada nos Estados Unidos e por cá está também a fazer a sua escola… já não bastavam as enxurradas de notícias falsas partilhadas nas redes sociais, agora tenta-se “clonar” um órgão de comunicação social e fazer publicações (e comentários noutras publicações…) que possam enganar os mais incautos. Por vezes copiam “apenas” o tipo de letra ou as cores utilizadas, noutras roubam mesmo o título e o logotipo, fazendo pequenas mudanças.

Um perfil detetado esta manhã (colocando mais uma letra no nome do jornal) fazia comentários na página de uma autarquia, insultando o presidente do município… Queremos acreditar que quem nos acompanha e conhece o trabalho que fazemos há 10 anos não acreditará numa publicação desse tipo mas, na dúvida, deve procurar-se o dístico de verificação azul que confirma a legitimidade da nossa página e das nossas publicações.

Estes perfis falsos têm sido bloqueados rapidamente após as nossas denúncias mas, entre a sua criação e desativação forçada, que estragos podem ser feitos? Não apenas à credibilidade do jornal (o nosso maior valor) mas à sociedade em geral, que poderá tomar decisões e fazer escolhas com base em pressupostos errados?

Por isso lançamos este alerta, que é também um pedido de colaboração aos nossos leitores: sempre que virem alguma publicação suspeita, avisem-nos.

Se há alguma linha ideológica a guiar o nosso trabalho, é apenas uma: acreditamos que o acesso a informação fidedigna é um pressuposto fundamental da vida em democracia. Tem sido essa a nossa missão, desde setembro de 2015.


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Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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